Nova favela entre Leme e Copacabana é denunciada por moradores

Novas casas estão sendo erguidas nas proximidades do Teatro Villa Lobos, na Avenida Princesa Isabel. Vizinhos reclamam de barulhos de moto-serra e destruição da mata atlântica.

A expansão da Favela da Babilônia em direção a Leme e Copacabana preocupa os bairros.

Relatos de moradores de Copacabana e Leme vêm dando conta do que aparentemente pode ser uma nova Favela no bairro, atrás das ruínas do Teatro Vila Lobos, na Avenida Princesa Isabel. Vizinhos vêm relatando o problema de expansão desordenada no local – cada vez mais comum no Rio de Janeiro – nas redes sociais. Os relatos também frisam uma expansão da favela da Babilônia, em direção ao Leme.

Quem passa pela larga avenida no sentido Botafogo às vezes não tem muita noção que logo atrás daquele paredão de edifícios e hotéis, existe um grande espaço entre eles e a montanha. Há, inclusive, uma grande e profunda vila de casas cuja entrada é pelo hotel Merlin Copacabana, além, é claro, do bairro do Leme, que, na verdade, é constituído de toda aquela região.

Os moradores estão em polvorosa com a favelização no local. Solange Almeida, no grupo Copacabana Urgente, disse que já sabe do assunto há tempos: “Já faz tempo que vejo isso da casa de uma amiga. Tem até iluminação.” Graça Franklin, outra moradora do bairro, demonstrou pessimismo: “A degradação de Copacabana está sendo em dose homeopática, num futuro bem próximo, só irão lamentar, mas será tarde.” Diversos moradores comentam que da rua Roberto Dias Lopes, no Leme, é possível ver-se a expansão da favela da Babilônia. A moradora Milena Jordão afirma: “Estão desmatando e fazendo construções irregulares numa velocidade muito rápida. Ano passado já havia rolado uma pedra nessa região do morro. O risco é cada vez maior.

O DIÁRIO DO RIO foi a campo investigar. Nosso fotógrafo Rafa Pereira passou a manhã no local, e pode, com a teleobjetiva, constatar de perto a expansão a que os moradores se referem. Uma mata anteriormente íntegra, começa a demonstrar favelização. Moradores do Leme e da vila de casas logo abaixo, que preferiram não se identificar com medo de retaliações do crime organizado, afirmam que escutam barulho de moto-serras e de obras, inclusive durante a noite. Os riscos para os próprios moradores destas construções irregulares, assim como a destruição da mata atlântica, são focos de preocupação para os vizinhos, assim como a própria desvalorização de seus imóveis, e, obviamente, a segurança.

Os moradores também relatam diversas tentativas de invasão das ruínas do Teatro, que pertence ao Governo Estadual e se encontra completamente destruído há mais de dez anos. Seu terreno é profundo e dá fundos para a mata – exatamente a mesma mata onde as novas casas e barracos estão surgindo.

Este problema se junta a outras questões de desordem pública e criminalidade que vêm se acentuando no bairro de Copacabana, como noticiamos no DIÁRIO DO RIO recentemente. Entre elas, a “Esquina do Terror“, calçadas em péssimas condições, e o fechamento de negócios tradicionais, sem contar o abandono de prédios icônicos do bairro. Especialistas que consultamos não cansam de mencionar a famosa teoria das “vidraças quebradas”. Segundo esta teoria, o abandono e a destruição trazem mais abandono e destruição; o grande abandono da região pelo poder público nos últimos 5 anos estaria gerando uma desvalorização forte da propriedade privada. E, com dificuldades, condomínios e centros comerciais deixam de fazer a manutenção necessária para que os imóveis se mantenham atrativos.

No ano passado, o DIÁRIO DO RIOnoticiou que em Vila Isabel, Riachuelo e na região da Mangueira, três novas favelas estavam sendo erguidas. O mesmo ocorreu no Cosme Velho, atrás do famoso Largo do Boticário. As construções irregulares cresceram nos últimos anos e a situação se repete por toda a cidade.

36 COMENTÁRIOS

  1. Essa herança foi recebida com o golpe militar de 1889, no império não existiam as chamas favelas, aglomerados, a republica destruiu nossa nação, apenas a restauração imperial, vai trazer o Brasil para o desenvolvimento

  2. Se nosso digníssimo Prefeito, Sr Eduardo PaesPalho não sabe nem onde foi parar as vigas da Perimetral,imagina se ele está ciente de toda a desordem que assola à décadas a megalópole chamada RJ…

  3. Aqui zona Norte segue na mesma linha. Duas Favelas estão tendo crescimento desordenado muito grande
    Camarista Méier é Morto do Dezoito.
    Tbm ñ vejo nem Município e Estado tomar nenhuma providência.

  4. Esse é um desafio para o Prefeito do Rio de Janeiro: Se proteger a Mata Atlântica, vai mexer com os favelados e perder votos da esquerda. Assim, prezado moradores de Copaccabana e Leme, não esperem nenhuma ação do Prefeito. As cisas vão continuar como estão, não tenham dúvida.

  5. O Rio virou uma favela a muito tempo, uma desgraça anunciada a anos que se tornou realidade , por mim passava o trator e reflorestava tudo.

  6. Ainda verei traficantes e políticos morando no mesmo prédio em Copa,Ipanema ,Leblon,tenho 62 mas vai dar tempo,já está começando a igualdade no Brasil.

  7. DIÁRIO DO RIO, não sei se voces são exclusivos em fazer matérias de zona sul, mas como Diário do Rio, procurem andar pela Cidade e Estado do RJ que perceberão que o que está ocorrendo em Copacabana é o que ocorre em todo Estado. RJ cada vez mais largado, segurança, saúde, limpeza e manutenção da Cidade cada vez pior. A desordem e o descaso daqui a pouco tempo vai alcançar todas as áreas da Cidade, inclusive Copacabana. A Prefeitura precisa lembrar que a Cidade não se resume a zona sul e agir rápido para cuidar de toda Cidade, se não, vai acontecer o que voces estão vendo agora, não somente em Copacabana mas na zona sul de forma geral.

  8. Atenção Sr Prefeito da cidade do Rio de Janeiro..
    Referente a area de reserva da Mata Atlântica que está sendo desmatada até as do teatro Vilas Lobos, venho lhe cobrar
    Uma urgente ação

    • Mais mordores das favelas podem desmatar reserva da Mata Atlântica, morador do asfalto não pode, pois sera preso. Este é o lema da esquerda.

      Cade o prefeito que não faz nada. Avisa a ele que a copa do mundo e olimpiada acabou.

  9. É burguesia é mais fácil reclamar de construção irregular e favela, não vi nenhuma reclamação de igualdade social,bando de safados e egoístas vcs acham que são melhores que os menos favorecidos, isso é resultado de política e enquanto não incomodava vcs estava tudo ótimo, agora aguentem as consequências .

    • Que se danem os menos favorecidos, o negócio deles é procriar igual coelho e viver às custas do estado… às nossas custas! Maconheiro detected

  10. Ativistas não vão lá pq quem tem c…tem medo. Eles só vão em áreas virgens pq não tem tráfico, milícia, ou demais políticas ou políticos interessados nesse tipo de negócio. Sociedade tá podre.

  11. O que me dá nojo da nossa sociedade é que em uma área militar que não traria tantos impactos juntos ativistas de mimimi lutaram para não ter um autodromo. Agora onde eles estão para pressionar as autoridades para não tornar em definitivo o rio de janeiro uma cidade totalmente favelizada. Os impactos nesta área como um todo são infinitamente maiores do que o impacto apenas ambiental em Deodoro.

  12. A cidade está abandonada, “dudu” é apenas uma marionete, nas mãos do sistema, no início ele ia liberar para trabalhar a Globo disse não e ele não fez, agora a Globo que, festa de final de ano em Copacabana e carnaval, ele já liberou o dinheiro em resumo, a política dominadora da rede esgoto tá no controle.

  13. Deixemos de hipocrisia. Chega de favela! A cidade não é um polo de turismo? Isso não pode ser prejudicado por mais favelas. Botem no chão! O país está cheio de terras devolutas. Levem para lá! Chega de favelice!!!!!

  14. É muito fácil falar isso… Riquinhos idiotas, vamos continuar crescendo em bairro nobre sim, a gente também quer espaço. Tá reclama com a prefeitura, que vai derrubar a vai ser construido de novo

  15. Rio de Janeiro parece uma grande favela a olhos vistos da prefeitura e governo do estado , pena que só sabem atacar a zona oeste Rio das Pedras e o tal Muzema o resto e fantasma ou tem outros interesses que não sabemos .

  16. Nascido e criado na Zona Sul na boa época da Zona Sul, não é desemprego e falta de uma ação governamental,no Humaitá também ocorreu algo igual por trás de prédios bem junto a Lagoa,no morro da viúva no Flamengo também existe algo semelhante,hoje evito ir a minha querida e amada Zona Sul.

  17. Tudo muito bom, tudo muito bem… sem entrar nas diversas questões socioeconômicas que envolvem o assunto… me chamou atenção para o trecho onde se pede que o poder público defenda a valorização da propriedade privada. Esse pessoal só é liberal quando convém. Na hora do Estado gastar ao seu favor, defendem qualquer coisa.

    • Na hora do Estado cobrar, também arranja qualquer desculpa. E não entrega o básico: segurança. Se entregasse, nem seria preciso se preocupar com valorização. Que coisa não?

      • Pela lógica liberal, cada um que compre a sua segurança. Liberal defendendo quando e poder público valorize sua propriedade privada… Hahahaja

  18. Maior absurdo. A PREFEITURA JÁ GASTOU UMA FORTUNA FAZENDO A CONTENÇÃO DA ENCOSTA E AINDA CONTINUAM PERMITINDO CONSTRUÇÕES NO LOCAL .VAI DESABAR NOVAMENTE POIS AS ÁGUAS E ESGOTOS SÃO LANÇADOS NA ENCOSTA. a LIGHT SOBE CONSTANTEMENTE COM GRANDES POSTES PARA ILUMINAÇÃO E FORÇA COLABORANDO PARA O CRESCIMENTO DA ILEGAL COMUNIDADE .VÁRIOS PRÉDIOS E CASAS DA RUA ROBERTO DIAS LOPES SOFRERAM COM O DESMORONAMENTO DE GRANDES PEDRAS E BARRO QUE DESTRUIRAM CASAS,GARAGENS E ÁREAS DE LAZER.

  19. Urgente!
    “Tolerância 0” para estas tentativas de favelizações.
    Coloquem Drones, usem material de Exército, etc.
    Mas não deixem isso.
    Pelo bem de uma cidade, e do meio ambiente.

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