Foto: Andre Coelho/Getty Images

A nova cepa do Coronavírus identificada no Rio foi encontrada em 5,85% das amostras analisadas já está presente em pelo menos 11 municípios fluminenses, incluindo a capital, conforme informação da Secretaria estadual de Saúde (SES)

A pasta identificou a variante da Covid-19 em circulação no Rio esta semana. Ela foi batizada de P.1.2, por ser uma mutação ocorrida na linhagem P1, detectada inicialmente em Manaus (AM) e que hoje já se espalhou por todo o país.

Ainda não se sabe se a P1.2 pode ser mais transmissível ou mais letal do que as outras variantes ou do que o vírus original que deu início à pandemia. Ela apresenta sete novas mutações em comparação com a P.1, sendo uma dela, a A262S, na proteína S, alvo de anticorpos e da maioria das vacinas já em uso contra a Covid-19.

Somente nesta etapa do estudo, foram investigadas 376 amostras de pacientes de 57 municípios fluminenses, selecionadas a partir de genomas enviados ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen/RJ), entre os dias 24 de março e 16 de abril. A variante P.1.2 foi identificada em 5,85% dessas amostras. A P.1 aparece em 91,49%. Também foram detectadas as linhagens B.1.1.7 (2,13%), originada no Reino Unido, e P.2 (0,53%), que teria surgido no Estado do Rio.

A nova variante foi encontrada principalmente no Norte Fluminense, mas também outras regiões, inclusive a capital. A nota técnica da Rede Corona Ômica RJ, composta por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores de laboratórios de diferentes instituições do Estado do Rio, informa que dos 22 novos genomas pertencentes à linhagem P.1.2 analisados,

Nove foram identificados no município de Conceição de Macabu, três em São Francisco do Itabapoana, dois em Santa Maria Madalena e um genoma em cada um dos municípios de Areal, Bom Jardim, Macaé, Macuco, Quissamã, Rio das Ostras, Rio de Janeiro e Trajano de Moraes

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