Secretario do MME destacou que o objetivo do governo é chegar em novembro – fim do período de seca – em condições adequadas de produção e consumo de energia elétrica / Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil

O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Christiano Vieira da Silva, em entrevista à Voz do Brasil, afirmou que não há indicação de falta de recursos para o atendimento da carga de energia do Brasil, em 2021. Apesar da crise hídrica enfrentada pelo país este ano; o pior nível de chuvas dos últimos 91 anos.

Christiano Vieira da Silva ressaltou que a região Sudeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento do Brasil, registra apenas 26% de sua capacidade. Segundo Silva, a bacia do Rio Paraná e seus afluentes, como o Tietê e o Paranaíba, encontram-se em situação muito ruim.

O secretário do MME destacou ainda que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diante do cenário de crise, vinha orientando o setor elétrico a acionar as usinas termelétricas, para complementar o fornecimento de energia. O governo federal, por sua vez, tem adotado outras medidas para que o brasileiro não enfrente apagões, como: a importação de energia de países vizinhos, facilitação da oferta por parte de usinas sem contrato, e geração excedente de usinas à biomassa, explicou Christiano Vieira da Silva. Com as medidas, as autoridades públicas esperam a chegada do fim do período de seca, em novembro, em condições adequadas de produção e consumo de energia. Até lá, as termelétricas deverão continuar em funcionamento.

Para o secretário de Energia Elétrica também cabe ao cidadão tomar medidas que impactem o menos possível o consumo de energia, como desligar a luz dos cômodos que não estão sendo utilizados, evitar abrir a geladeira desnecessariamente e fechar a porta do cômodo que utiliza ar-condicionado ou aquecedor.

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