A Cidade do Rio de Janeiro tem hoje o pior Prefeito de sua história. Com um mandato marcado por trapalhadas desde o início e tendo como resposta apenas a estratégia de colocar a culpa em outras pessoas, Marcelo Crivella tem demonstrado sua falta de capacidade de gestão, sua ausência de articulação política e, principalmente, sua crença de que atitudes absurdas não são nada demais. Secretários vão, voltam e vão de novo. Ordens são dadas, canceladas e revalidadas. Explicações são apresentadas, negadas e recolocadas. O prefeito viaja em momentos importantes para a cidade, diz que recebeu convites e os convites são desmentidos. Enquanto isso, os servidores públicos municipais, que são os que mantêm algumas coisas ainda de pé, denunciam o caráter caótico da administração.

Como todo chefe do poder executivo que não tem talento para a gestão, Crivella recorre ao velho truque que prejudica a todos, principalmente aos mais humildes: O aumento de impostos. Ele multiplicou o IPTU, especialmente nas áreas de classe média e nos imóveis comerciais, gerando o fechamento de lojas e restaurantes e, consequentemente, o desemprego. Depois, o prefeito turista elevou a taxa de iluminação para a indústria e resolveu aplicar taxação de 11% sobre o salário dos servidores municipais aposentados e seus pensionistas, caso recebam acima de aproximadamente 5600 reais.

intervenção federal
Bruno Kazuhiro, cientista político

Por outro lado, a sociedade carioca tomou conhecimento nos últimos dias de uma estranha reunião secreta de Crivella. Realizado em espaço pertencente ao poder público, o Palácio da Cidade, o encontro reuniu lideranças religiosas. Em troca de apoio político aos seus preferidos, Crivella oferecia preferência nos serviços públicos, desrespeitando quem está na fila, direcionando nossos impostos para seus interesses políticos e deixando claro o seu estilo de governo. E não me importa se outros governantes em algum momento fizeram algo semelhante. Isso não exime o prefeito de culpa e não faz com que a reunião deixe de ser um absurdo. Vale ressaltar que a questão não é religiosa, não se trata de uma crítica ao público do evento. Se trata de um repúdio à oferta de privilégios e à falta de transparência das decisões governamentais.

Em resumo, Crivella reforma e piora uma antiga máxima de que os governantes dão aos amigos tudo e aos inimigos o rigor da lei. Com o prefeito turista temos impostos para todos, caos para a gestão e privilégios para os parceiros político-doutrinários. O Rio não merece.

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