O velho e o novo por Transporte Ativo Hoje, para quem não sabe, é o Dia Mundial Sem Carro. O objetivo é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.

Mas fica a pergunta, será que no Rio de Janeiro é possível não usar o carro? Depende! Um morador da Zona Sul, Tijuca, que more ou trabalhe na região ou no Centro pode sim conseguir mudar um pouco seus hábitos e usar a rede de ciclovias e o metrô, precisa apenas de um pouco de esforço e vontade. E claro, ajuda do Metro Rio para que eles prestem um serviço de qualidade. Acho que quem mora nos outros bairros atendidos pelo metrô também poderiam seguir pelo mesmo caminho

 

Mas como morador de Jacarepaguá a dependência do carro é extrema. Além de não ter metrô, ou trem, as linhas de ônibus presentes vivem cheias, somando a distância do bairro, que consegue ser longe até da Barra que é do lado.

 

Quem mora no Rio já deve ter sentido uma piora considerável do trânsito nos últimos anos. E não acredito que apenas investimentos em aumento das vias seja o suficiente, nem apenas em metrô. Cabe a nossa geração pensar em formas diferentes para a diminuição do trânsito, seja através de home office, horários alternativos, ou um apoio a que as pessoas trabalhem mais perto de casa.

 

Há que se pensar nos próximos anos seriamente na questão do trânsito em nossa cidade. Não me surpreenderia se na próxima eleição para prefeito, a questão de transporte urbano fosse uma das principais. E sem apenas o papo monopolizador do metrô que parece a solução de tudo, e não é.

 

Foto: O velho e o novo por Transporte Ativo

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