Em Copacabana, na Rua Tonelero 180, há um prédio que foi cenário de um momento marcante para o Brasil. Um dia que saiu da vida e entrou para a história.

O prédio em questão é o Edifício Albervânia. Ele ficou pronto em 1940. Sua decoração tem uma portaria toda em art déco em mármore. Objetos, como o lustre grande, estilo clássico, mantém no ambiente o clima histórico. O nome Albervânia é uma mistura de Alberto e Vânia, uma homenagem que o construtor do imóvel fez aos filhos.

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O atentado em questão envolveu o jornalista e então deputado federal Carlos Lacerda e gerou outras grandes consequências ao Brasil.

No atentado, Lacerda foi ferido com uma bala de raspão no pé e o seu ajudante de ordem, Major Vaz, ‘morreu em seu lugar’. Esse fato marcou a derrocada final do presidente Getúlio Vargas culminando em seu suicídio 19 dias depois. Lacerda era um ferrenho opositor de Vargas nas páginas de seu jornal Tribuna da Imprensa“, conta Rafael Bokor na página Rio – Casas & Prédios Antigos.

No fatídico dia, Lacerda chegou ao edifício Albervania com seu filho Sérgio, à época com 15 anos, e com o major-aviador Rubem Florentino Vaz. O grupo já entrava no edifício quando Alcino João do Nascimento, membro da Guarda Pessoal de Getúlio Vargas, surgiu e atirou, matando o Major Vaz e acertando Lacerda no pé.

Lacerda carregado após o atentado

Lacerda, que morava no apartamento 1003 do Albervânia depois do suicídio de Getúlio Vargas, deixou o país por conta da onda de comoção e revolta que se espalhou.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Algumas pequenas correções. Lacerda ainda não era deputado federal no momento do atentado. Ele seria eleito no final do mesmo ano. Ele também não deixou o país nesse momento. Ficou escondido alguns dias na base Aérea do Galeão sob proteção a aeronáutica. Ele só sairá do país em novembro de 1955, depois do golpe da Legalidade de Henrique Teixeira Lott.

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