Há alguns anos, o gênero horror ganhou uma lufada gélida de renovação com uma pequena pérola chamada “A Bruxa”.

Esse filme, que nos levava de volta a um tempo dominado por lendas e superstições, revelou o talento narrativo de Robert Eggers, que ganhou o prêmio de Direção no Festival de Sundance.

Dá orgulho dizer que o brasileiro Rodrido Teixeira é um dos produtores desse sucesso.E a parceria entre Rodrigo e Robert se manteve no projeto seguinte do diretor e roteirista: “O Farol”, um drama de horror com toques de fantasia e humor sombrio.

Willem Dafoe é Thomas Wake, o faroleiro de uma remota ilha da Nova Inglaterra, nos idos de 1890. Ele contrata um novo ajudante, o ex-lenhador Ephraim Winslow, personagem de Robert Pattinson. O veterano encarrega o novato das piores tarefas e o proíbe terminantemente de se aproximar do farol. Thomas diz que a luz é sua.

Os dois vão se conhecendo e se adaptando ou não às manias e excentricidades um do outro. No entanto, Ephraim não consegue mais se conter de tanta curiosidade pra saber o que acontece naquele espaço da luz, ao qual não tem acesso.

Enquanto isso, alguns fenômenos estranhos vão acontecendo. Ou seriam alucinações provocadas por culpas e segredos que eles tentam esconder até de si mesmos?

As filmagens de “O Farol” foram realizadas sob as piores condições climáticas imagináveis. A produção não precisou de máquinas pra criar efeitos de vento e chuva. Porque o terreno sem vegetação deixou a equipe exposta aos elementos e à temperaturas congelantes.

Willem Dafoe e Robert Pattinson executam um verdadeiro duelo de interpretações. Robert Eggers gostou deles terem estilos completamente diferentes, o que provocava faíscas no set. Dafoe, que vem do teatro, gosta de ensaiar exaustivamente. Já Pattinson prefere agir de acordo com a energia do momento, pra não perder a espontaneidade.

As filmagens aconteceram em Cape Forchu, uma comunidade canadense de pescadores.A produção ergueu um farol cenográfico no local especialmente pro filme.

Já os interiores foram rodados em um estúdio em Halifax, a capital da província canadense da Nova Escócia.

Robert Eggers escreveu o roteiro de “O Farol” com seu irmão Max. A inspiração pra história veio de várias fontes. Uma delas foi uma tragédia real ocorrida em 1801 com dois faroleiros galeses, que ficaram presos num farol durante uma tempestade. Obras literárias de Herman Melville, Robert Louis Stevenson e Howard Philip Lovecraft também alimentaram o caldeirão de influências.

Mas na hora de descrever “O Farol”, eleito pela crítica o melhor filme da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes, Robert Eggers é curto e grosso: “Nada de bom pode acontecer quando dois homens ficam presos, sozinhos, em um falo gigante”.

Dê uma conferida no trailer de “O Farol”. Quero ver se, numa situação como essa, você também não ia começar a questionar a própria sanidade.Disponível no Now, essa é a dica do dia do Canal Like (530 Claro).



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