Unidade de Polícia PacificadoraEu nunca fui um grande fã das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, sempre acreditei que era mais uma ação midiática do que realmente um plano de Governo, solucionava o momento mas não o problema em si. Claro, foi um grande passo comparado ao que era feito anteriormente, mas deveria vir acompanhado de outras ações para realmente acabar com a criminalidade e não foi o que víamos acontecer.

Agora a grande imprensa começa a divulgar notícias de falhas nas UPPs, a mais recente a capa do Extra de hoje com a capa sobre a polícia da UPP cometer os mesmos problemas de sempre, como se fossem policiais diferentes. E é claro que assim será, quem me conhece sabe o desprezo que tenho por Sergio Cabral(PMDB), acho um político fraco, ouso dizer que foi pior para o Rio de Janeiro que o Anthony Garotinho (PR), este ao menos tinha a imprensa batendo frequentemente e não perdeu os royalties.

A Veja Riopublicou no dia 20 de março que, só agora, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, criaria um núcleo de inteligência das UPPs, como se essa não tivesse que estar entre as primeiras ações. Era muito fácil gerir as UPPs quando as comunidades cobertas eram pequenas como o Santa Marta, mas a coisa muda completamente de figura quando se chega ao Complexo do Alemão, Cidade de Deus ou Mangueira.

Não quero dizer com este texto que deve-se acabar com as UPPs, seria loucura, mas elas devem trabalhar de forma muito mais competente. Acabar com a criminalidade é uma delas, não tolerar o tráfico dentro das comunidades, combater os marginais que ainda habitam elas, afinal, violência não são apenas as drogas mas os assaltos à residências, carros e por aí vai.

É importantíssimo que o combate à violência do Rio de Janeiro não pare mas avance para extirpar o problema.

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