Natal por Elis Francioni

O Rio de Janeiro, como toda grande Cidade com alma própria, tem suas peculiaridades no que diz respeito a qualquer uma das grandes celebrações, sejam religiosas, sociais ou familiares. Não poderia ser diferente com o Natal, até mesmo por esta festa possuir todas estas três dimensões citadas.

Na véspera de Natal o carioca corre de manhã para as ruas da Saara em busca de comprar na última hora os presentes que faltam. Todos os anos a região fica lotada nesse dia. Aqueles que compareceram ao local dizem que nunca mais passarão pelo mesmo suplício e que nunca mais se meterão em tamanha muvuca. No ano que vem estarão lá novamente comprando bolas e bonecas.

Ao chegar em seu prédio com as sacolas, o carioca faz sua contribuição para a caixinha de Natal do porteiro e corre para embrulhar as lembrancinhas, mas perde tempo procurando o papel de presente que sumiu. A pressa se explica pois ele ainda precisa se deslocar, já que o jantar de Natal será na casa da tia que mora em um apartamento mais espaçoso no Flamengo ou então na casa dos pais que ainda moram em Bangu, embora ele hoje viva em um quarto e sala na Tijuca ou em um apartamento no Recreio que acabou de ser entregue. A Avenida Brasil e a Orla ficam cheias de carros se deslocando para os bairros onde residem os parentes, tanto no sentido Zona Sul como no sentido Subúrbio ou Barra.

O jantar passa e a troca de presentes também. Alguns conversam sobre o fulano que não viam há muito tempo e encontraram no shopping ou no supermercado. Muitos ganham uma roupa branca para usar no réveillon em Copacabana. Enquanto a televisão mostra um especial de Natal e as crianças aprendem em 5 segundos a operar os eletrônicos que ganharam, as pessoas se perguntam se o dia 25 vai dar praia e pedem mais um pouco de sobremesa.

Com ou sem praia no dia de Natal, este colunista deseja a você uma noite feliz, com harmonia, paz, amor e alegria ao lado daqueles que ama.

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