O silêncio dos (nada) inocentes

O presidente eleito Jair Bolsonaro e o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante visita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Logo após o lamentável episódio dos 80 tiros, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, que tanto defende forças de segurança mais “enérgicas”, entre outros pontos relacionados ao assunto, nada disse no primeiro momento.

Quase uma semana depois do gravíssimo incidente, o presidente Bolsonaro resolveu se pronunciar. A fala foi um desastre.

Sérgio Moro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, com seu pacote anticrime, também demorou dias para tocar na “qüestão”.

Não culpo o presidente nem o ministro pela barbárie protagonizada pelos militares do Exército. Óbvio que não. Todavia, para alguém que tuita até sobre urinadas no carnaval, uma declaração imediata e contundente seria necessária. Muito.

Falar apenas sobre os assuntos que convêm e se pronunciar somente para agradar a militância não é uma atitude correta para representantes do mais alto escalão do Poder Executivo. Ainda mais para quem tanto reclama da “seletividade” da oposição, da imprensa ou de qualquer pessoa que venha a discordar do governo.

“O Exército não matou ninguém, não. O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte”, disse Bolsonaro, na sexta-feira (12/04), sobre os 80 tiros disparados para cima de uma família, em Guadalupe, no domingo anterior, 07/04.

Era melhor ficar calado. Critiquei a falta de pronunciamento. Estava melhor o silêncio.

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