Por André Delacerda.

Central do Brasil por Tai Machado O trem já não tem mais aquele charme de outrora. Mas a magia ainda povoa o prédio da Central do Brasil, que completou no mês passado 65 anos de histórias e estórias.

Pela Central diariamente circulam mais de 400 mil passageiros, gente que vem ao Rio a trabalho ou a lazer. Que sai do Centro da cidade rumo aos bairros da Zona Norte, Oeste e Subúrbio – Rio -, além das cidades da Baixada. Ou simplesmente quem passa por ali todos os dias, somente para pegar uma condução que faz ponto nas ruas adjacentes.

A história da Central remonta ao ano de 1858, quando da construção do antigo prédio, que hoje já não mais existe. Neste mesmo período também era inaugurada a Estrada de Ferro Central do Brasil, que cortava vários estados brasileiros.

Quanto foi inaugurado, se chamava Estação de Campo. Mais tarde por ordem do imperador D. Pedro II passou a se chamada de Estação da Corte.

Porém seu nome atual tem mesmo haver com a antiga Ferrovia Central do Brasil.

Em seus 150 anos de história (1858-2008), muitas mudanças ocorreram. Na década de 30, o prédio antigo foi demolido. Em 1936, foi lançada a pedra fundamental da nova estação Dom Pedro II. No ano de 1943, se inaugura a estação atual que conhecemos – prédio com 135 metros de altura -; com aquele famoso relógio de quatro faces, que tanto chama atenção de quem passa pela Avenida Presidente Vargas. Nos idos de 1950, foram inaugurados os trens de aço São Cruz e Vera Cruz.

Sobre a torre onde está o relógio da Central do Brasil pode-se dizer que esta foi construída em estilo Art Déco e dizem, não sei se é verdade, que aquele relógio é o maior do mundo com quatro faces.

Atualmente alguns trens coreanos começaram a operar na Central, dando maior comodidade a quem utiliza aquela estação. Que um dia também abrigou o famoso Trem de Prata (Rio – São Paulo). E dizem que em 2014, talvez dali vá partir o sonhado trem bala, que fará a ligação entre o Rio e São Paulo.

Foto Central do Brasil por Tai Machado.

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