Rocinha após dia de fortes chuvas de abril do ano passado

A cidade do Rio de Janeiro, historicamente, sofre muito em períodos de chuva. Em algumas comunidades, favelas, desde o início do ano passado, a Prefeitura prometeu algumas obras emergias que, no geral, não saíram do papel. Moradores da Rocinha e do Vidigal reclamam de reformas incompletas.

“As obras não andam e ficamos aqui, correndo risco, todas as chuvas. Tem obra que mal começou”, disse Maria Souza, que vive na Rocinha há mais de 10 anos.

Em outubro de 2019, a CPI das Enchentes, presidida pelo vereador Tarcísio Motta, analisou as condições de comunidades de outras oito regiões: Rocinha, Santa Teresa, Vidigal, Horto, Manguinhos, Jacarezinho, Vargem Grande, Barra de Guaratiba e Jardim Maravilha.

A Prefeitura definiu 115 ações necessárias, como limpeza de rios e da remoção de árvores e a realização de 22 obras. De acordo com a CPI dessas, somente 7 obras estão sendo executadas. E olhe lá, pois, uma delas, no Morro da Babilônia, que consta como “em execução”, não saiu do papel, segundo moradores da comunidade do Leme.

“A prefeitura usa sempre a desculpa da falta de dinheiro, mas temos notado que falta também decisão política e eficiência na gestão de recursos. Há problemas gravíssimos de planejamento. Não há, por exemplo, planejamento sobre quais rios devem sofrer intervenções prioritárias”, disse o vereador Tarcísio Motta.



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Um mapeamento da prefeitura em 10 comunidades do Rio identificou 68 locais que precisam de intervenções para que, nos próximos temporais, não se repitam as tragédias do início do ano, quando 16 pessoas morreram em consequência de alagamentos e deslizamentos de terra.

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