Maison Leffié

O art decó do Cine Ideal, na Rua da Carioca, número 62, não foi perdido. O sobrado onde funcionou o lendário cinema foi reformado e será reaberto hoje, trazendo novos ares para a rua, e um outro nome na fachada: Maison Leffié. O espaço, que manteve a elegância da arquitetura original, inspirada na Belle Époque, vai oferecer à cena carioca uma proposta ‘multifacetada’, servindo de palco para festas, elegantes mini-weddings, desfiles de moda, pockets shows ou eventos corporativos.

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Quem for ao novo Maison Leffié não pode deixar de passar no Paço do Ouvidor, o melhor shopping do Centro do Rio.

Foram 12 meses de obras para reformar o espaço. Um dos destaques do local é a grandiosa cúpula no centro do salão, assinada por Gustave Eiffel, engenheiro francês que construiu a Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel. É uma das poucas obras do engenheiro construídas fora da Europa.

“O nome Leffié é Eiffel ao contrário, uma homenagem ao engenheiro. A cúpula é a grande estrela da casa, trazendo luz, beleza e graciosidade ao lugar”, comenta um dos sócios, Maurício Guimarães. “Tivemos a preocupação de fazer uma recuperação histórica, valorizando a memória da cidade. É um espaço charmoso por sua história e arquitetura, mas com infraestrutura moderna”, continua Maurício.

Com 800 metros quadrados, a nova casa de eventos possui um amplo salão e um charmoso mezanino. A cozinha foi preparada para receber eventos para até 600 pessoas. A inauguração da Maison Leffié será hoje, 26 de novembro, com uma festa para convidados. O primeiro evento para o público está programado para o dia 12 de dezembro: a festa “Pessoas do Século Passado”, com o Grupo Autoramas. A agenda para festas de casamentos também já foi inaugurada, com recepções marcadas para 2016.

História do local

Os quatro sobrados que compunham originalmente o Cinema Ideal foram construídos em 1905 pelo construtor Miguel Bruno, a mando de seu proprietário, o Visconde de Moraes. O Cinema Ideal foi inaugurado em 1909, quando a Empresa Pereira, Pinto e Cia., do ramo cinematográfico, adquiriu os quatro imóveis. Em 1913, o local passou por uma grande reforma que ampliou sua sala de projeção e colocou-o entre os maiores cinemas da cidade, ao lado do Cinema Avenida Central e do Íris, situado também na Rua da Carioca. A cúpula assinada por Gustave Eiffel foi introduzida nesta grande reforma, transformando-se na grande novidade da cidade à época: por um dispositivo mecânico, se abria durante as sessões para renovar o ar e refrescar o ambiente. Era a única casa na América do Sul a projetar ao ar livre.

Um dos grandes frequentadores do Cinema Ideal foi Ruy Barbosa. Após a sua morte, uma cadeira foi interditada por corrente e identificada com uma placa comemorativa.

Em 1926, o Cinema Ideal passou a integrar a rede de cinemas de Luiz Severiano Ribeiro. Mais tarde, em 1994, os dois sobrados que originalmente comportavam a sala de projeção, sofreram um grande incêndio. Posteriormente, no ano de 1996, a construção foi vendida aos comerciantes Maurício Francisco Tauil e João Alves Ferreira.

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