Trecho da Avenida Rio Branco, na região central do Rio de Janeiro - Foto Cleomir Tavares/Diario do Rio

A Prefeitura do Rio estenderá a partir da próxima segunda-feira, 21/6, a intervenção especial de ordenamento urbano para incluir a área da Avenida Rio Branco até o Edifício Central. É o que está no Decreto Nº 48987, assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).

As intervenções que estão atualmente limitadas ao Boulevard Severiano Ribeiro, na Praça Marechal Floriano (Cinelândia) e no trecho da Avenida Rio Branco do Passeio à Avenida Almirante Barroso. Agora eleas chegarão à Praça Alagoas, Rua Evaristo da Veiga, Rua da Ajuda e Rua Bitencourt da Silva. Passando assim a atingir o Edifício Central e o metrô da Carioca, onde uma horda de ambulantes concorre com o comércio legal.

Os agentes da Prefeitura irão coibir:

  • qualquer atividade de comércio ambulante;
  • guarda ou armazenagem de quaisquer bens, mercadorias, móveis e objetos de uso pessoal;
  • usos de moradia;
  • preparação de alimentos para quaisquer finalidades;
  • condutas e práticas que, por sua natureza ou interesse, tenham por efeito prejudicar as funções reservadas a bancos de uso coletivo, abrigos de ônibus, acessos do metrô, canteiros, monumentos, escadarias e calçadas em geral, ou inibir o perfeito compartilhamento de quaisquer equipamentos e espaços com outros cidadãos;
  • distribuição de folhetos;
  • publicidade irregular;
  • emissão sonora irregular;
  • colocação irregular de quaisquer objetos e equipamentos na calçada, ainda que por curto período;
  • desvirtuamento de bens públicos em geral.

Os ambulantes serão avisados pela Coordenadoria de Controle Urbano da Secrataria Municipal de Ordem Pública até o domingo, 20 de junho, para desocupar a região. E as ações terão o acompanhamento do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária, da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social, Subprefeitura do Centro, Comlurb, RioLuz e IRPH.

Cada vez mais, o Shopping Paço do Ouvidor se fortalece como ponto de encontro no Centro do Rio. Passa no Paço.

Se repetirá, então, o feito an Cinelândia quando as equipes atuaram na recuperação de postes de sinalização e da rede de iluminação pública, limpeza de ruas, praças e monumentos, restauração de calçadas, reforço no ordenamento urbano e abordagem e acolhimento à população em situação de rua.

A ação faz parte do projeto Reviver Centro, que consiste em um conjunto de projetos de lei enviado à Câmara dos Vereadores, que prevê, entre outras medidas, incentivos fiscais e edilícios e permissões de novos usos para fomentar a construção de moradias na área.

8 COMENTÁRIOS

  1. UMA CIDADE CIVILIZADA CUIDA DE TODOS
    É fundamental o ordenamento urbano para que tenhamos uma convivência digna entre todos.
    Assim a retirada de mendigos e ambulantes é necessária e bem vinda SEMPRE que sejam obedecidos critérios de adequação:
    1.Tomando-se como exemplo o Camelódromo da Uruguaiana é necessário além de estabelecer um local de trabalho e promover seu correto uso valorizando o ser humano e a a ordem.
    Assim considerando-se o número de lojas seria preciso um retrofit no camelódromo e uma verticalização para que o local não se assemelhe a uma balburdia
    Por exemplo fazendo uma edificação de 4 andares que abrigaria os atuais lojistas e os camelôs a serem retirados das vias de circulação
    2. Setorizar segmentos dentro de uma lógica semelhante a de shopping centers
    3. Treinar a mão de obra existente e a ser incorporada usando de ferramentas do SESC, SENAC, por exemplo
    4. Retirar os ambulantes do entorno do Camelódromo que muitas vezes são empregados das lojas
    5. Fiscalizar com frequência o comércio ilegal por exemplo de eletrônicos

  2. Apoio a prefeitura, o Rio merece ser mais limpo e seguro,mas tem que estender para outras áreas do centro como a Uruguaiana é a saara

  3. Kkkk. Piada mesmo. Em um país em que o Uber manda e desmanda, vai falar o que de pirataria?! Eita vergonheira mesmo. Vale mais quem tem mala de dinheiro para comprar liminar e “convencer” político e juízes.

  4. Antes de retirar o morador de rua, a prefeitura deve possuir local digno para abrigá-lo, não o contrário.
    Criem-se esses centros de convivência primeiro, para depois encaminhá-los.
    Pessoas não são lixo pra se varrer pra debaixo do tapete, e ninguém está na rua porque é mais confortável.
    Prédios abandonados podem se tornar abrigos. E tem muitos deles no centro.
    Também me incomoda ver pessoas nas ruas naquela situação. Também gostaria de poder andar numa calçada limpa e desobstuida, mas o respeito às pessoa humana vem primeiro.

  5. Quando existe o controle do Centro, outros bairros recebem os camelôs que saem dali. Piora para melhorar depois. No caso da Tijuca, precisa requalificar o espaço com obras. A Praça Afonso Pena é bonita, mas, a Saens Pena é feia pra danar.

  6. Apoio a atitude do Eduardo Paes, tem que começar por algum lugar mesmo, mas também espero que dêem um jeito na praça Sans Pena, na Tijuca, pois virou um grande camelódromo a céu aberto. Quase não dá mais pra andar nas calçadas. No trânsito então nem se fala, estacionar em fila dupla já era normal, mas agora já estamos no nível de estacionar em fila tripla, andar de farol apagado a noite é normal, não dar seta já deve ser estar sendo instruído nas auto escolas do Rio, uma buraqueira nas ruas, os catadores de recicláveis espalhando o lixo nas calçadas todos os dias e coitados dos garis da Comlurb… Resumindo, tá largada a cidade…

  7. Espero que esta ação de ordenamento urbano também seja implementada na praça Saens Pena, na Tijuca. Os pedestres não conseguem transitar nas calçadas devido ao excesso de camelôs nas ruas Conde de Bonfim e General Roca.

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