Bandeira LGBT+ com o pão de açúcar no Rio de Janeiro
Reprodução Internet

Por Bruno Rigonatti, gerente de Marketing Institucional da Cervejaria Ambev

De uns tempos para cá, as discussões sobre diversidade vêm ocupando cada vez mais espaço – se pensarmos em alguns anos atrás, o assunto ainda era um tabu na sociedade e, principalmente, no mundo corporativo. Felizmente, junho foi o mês do Orgulho LGBT+ e vimos um número sem precedentes de empresas se manifestando a favor da causa. Mas, hoje, ainda são poucas as companhias que saem do discurso e adotam políticas reais de inclusão.

Por que isso interessa? Pesquisas feitas nos últimos anos mostram que ainda existe resistência para a contratação de LGBTs, principalmente para cargos de liderança. Ou, quando contratados, sofrem discriminação. Da porta para dentro, o preconceito ainda segue impregnado em alguns casos.

Por sorte, sou de uma geração que cresceu numa sociedade mais tolerante, e ingressei no mercado de trabalho já fora do armário. Por isso, sempre escolhi trabalhar em ambientes a favor do respeito, e quando entrei na Cervejaria Ambev, fiz questão de entender quais iniciativas existiam nesse sentido e me deparei com uma grande abertura para a diversidade – em linha com o propósito da empresa, que é unir as pessoas por um mundo melhor. Então, não pensei duas vezes quando pude participar da criação de um grupo focado em melhores práticas para evoluir o tema.

Bruno Rigonatti - gerente de Marketing Institucional.
Bruno Rigonatti

Olhando para trás, o resultado foi só alegria: os funcionários passaram a se sentir mais à vontade para se expressar. Mais do que garantir os direitos LGBT+, nosso propósito era trabalhar a causa dentro e fora da companhia e inspirar outras empresas.

Em 2016, aderimos ao Fórum de Empresas e Direitos LGBT+. Em 2018, nos tornamos apoiadores das cinco normas de conduta da ONU para empresas que suportam direitos LGBT+. Também desenvolvemos o Manual do Código de Conduta de Marketing e Comunicação Responsável, para garantir que não haja preconceito ou sexismo em nossas marcas. Skol, por exemplo, abraça a diversidade e, historicamente, apoia iniciativas como a campanha “Marcas Aliadas”, que une esforços de empresas para ampliar ações de apoio a esse público. Recentemente, lançamos a Skol Beats Queen, uma homenagem às drag queens da cena brasileira.

Este ano, demos outro importante passo no caminho à igualdade. Lançamos uma campanha nas redes sociais para celebrar o Dia do Orgulho LGBTI+, com depoimentos de funcionários, além de um “twitaço” do bem, que doou R$ 1 a cada post com a #OrgulhoDaMinhaHistória a duas ONGs LGBT+, alcançando R$ 100 mil.

Mas a grande lição desse movimento foi a oportunidade de contar e conhecer histórias inspiradoras da nossa gente. Rompemos barreiras que dividem a vida pessoal e profissional para compartilharmos, juntos, a riqueza de sermos diversos. E isso é imensurável.

Sabemos que há um longo caminho pela frente e que a diversidade nas empresas precisa considerar tantas outras minorias. Por isso, estamos sempre aprimorando nossas iniciativas para que cada funcionário se sinta livre para ser quem é e crescer na velocidade do seu talento. O respeito é nossa premissa e a ferramenta mais poderosa para chegar aonde quisermos.

Você já escutou nossos podcasts? Diariamente tem o Hoje no Rio, um resumo do que mais importante aconteceu no Rio de Janeiro.

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