Orquestra Sinfônica Brasileira agora é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro

Lei do deputado Márcio Pacheco foi sancionada pelo governador Claudio Castro e torna a OSB Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro

Foto: Marina Andrade

A Orquestra Sinfônica Brasileira acaba de ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Depois de passar por votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o projeto de Lei nº 3788/2021, do deputado Marcio Pacheco, foi sancionado pelo Governador Claudio Castro, conforme publicação do Diário Oficial de 11/01/2022.

Reconhecer a Orquestra Sinfônica Brasileira como Patrimônio Cultural Imaterial é valorizar a sua história e contribuição para a cultura do nosso Estado. Vida longa à OSB, que ao longo desses anos vem brindando a população com suas belas apresentações – declarou o governador Cláudio Castro.

Iniciativas que ampliam o acesso da população à música de concerto, assim como a disseminação da música brasileira, sempre foram a marca da Orquestra Sinfônica Brasileira – desde os “Concertos para a Juventude”, criados em 1946, passando pelo “Aquarius”, que levou centenas de milhares de pessoas a espaços públicos da cidade, até o Conexões Musicais, que, desde 2017 percorre o país compartilhando conhecimento com a rede pública de ensino e jovens músicos.

Foi no estado do Rio de Janeiro que a OSB nasceu e vivenciou os capítulos mais importantes de seus 81 anos de história. Por isso, estamos emocionados e gratos pelo reconhecimento. Que tenhamos muitos anos pela frente, para seguirmos na concretização de nosso papel na sociedade, impactando positivamente a vida das pessoas, principalmente no campo da educação”, diz o Presidente do Conselho Curador da Fundação OSB, Eleazar de Carvalho Filho.

No âmbito do projeto Conexões Musicais, a Orquestra Sinfônica Brasileira realiza um vasto conjunto de ações educacionais em mais de dez municípios no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, há ações em andamento em Japeri, Paracambi e Duque de Caxias, envolvendo milhares de crianças e jovens, assim como suas famílias. “Nosso desejo é ampliar ainda mais essa rede, para que possamos alcançar outros municípios do estado, viabilizando o acesso ao patrimônio cultural que é a OSB”, completa a Vice-Presidente do Conselho Curador da FOSB, Ana Flávia Cabral Souza Leite.

Com mais de 5 mil concertos realizados desde a sua fundação, em 1940, pelo Maestro José Siqueira, a OSB tem se destacado pelo seu pioneirismo. Foi a primeira orquestra brasileira a realizar turnês pelo país e no exterior, além de apresentações ao ar livre. Ao longo dessa trajetória, também revelou grandes nomes, como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses.

Responsável ainda por projetos educativos, a OSB busca o fomento e a divulgação do repertório sinfônico brasileiro, reunindo tradicionais e novos compositores em seus concertos.

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