Vinicius Cordeiro – PTdoB

Vinicius Cordeiro Vinicius Cordeiro é advogado, especialista em direito eleitoral. Graduado pela UFRJ, desde 1988 atua nesta área junto Justiça Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro e, principalmente, no TSE, prestando consultoria a candidatos e a partidos políticos, na capital e no interior do Estado.

Delegado de diversos partidos na Justiça Eleitoral, e divulgador deste campo do direito, ministra cursos, palestras, conferências e seminários, para estudantes, advogados, candidatos e partidos políticos.

Foi Assessor Parlamentar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e na ALERJ, Assessor Técnico da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do RJ, Procurador Geral da Câmara Municipal de Japeri, e Subsecretário Geral da Câmara Municipal de Iguaba Grande.
Em sua destacada trajetória política e comunitária, foi líder estudantil na década de 80, ocupando os cargos de Presidente do tradicional Centro Acadêmico Cândido de Oliveira – CACO, e 2º Tesoureiro da União Nacional dos Estudantes – UNE. Como dirigente do América Futebol Clube, do Rio de Janeiro, exerceu as funções de Conselheiro e Vice-Presidente Jurídico. No Terceiro Setor, assessora juridicamente diversas organizações não-governamentais, principalmente as relacionadas à Cultura, Cidadania, Defesa do Meio Ambiente, e Assistência Social. É 1º Vice-Presidente Nacional do Partido Trabalhista do Brasil – PT do B e Presidente Regional do PT do B/RJ.

É Autor da obra “Crimes Eleitorais e seu processo”, em parceria com o Procurador Federal Anderson Claudino da Silva, lançado pela Editora Forense em 2005, e tem diversos artigos publicados na imprensa.

Foi agraciado com a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha Pedro Ernesto, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também foi prestigiado com a Cidadania Honorária de São João de Meriti, Saquarema, Macaé, Cantagalo, Japeri, Italva, Duas Barras, Nova Friburgo.

Respostas às Perguntas do Diário do Rio de Janeiro

Qual canção tem a cara do Rio?
Posso pecar pela falta de originalidade, mas a canção que sempre terá a cara do rio é mesmo o seu hino “Cidade Maravilhosa”, de André Filho; se não valer essa, fico com o “samba do avião”, do Tom Jobim.

Por que você é pré-candidato a Prefeito do Rio?
Como cidadão e carioca, estou profundamente insatisfeito com as opções que os outros partidos apresentaram ao eleitor; daí, meu partido entendeu ser importante lançar meu nome nessa disputa. Não há novidades: são velhos nomes, velhos grupos, velhas ideologias. Novidade será votar em alguém que está preparado para administrar, e um partido novo, do que entregar nossa querida Cidade para essa gente que você já conhece.

Na sua visão, qual(is) o(s) maior(es) legado(s) de D. João VI para o Rio?
O legado de ter sido capital, e de ter localizado importantes indústrias e a imprensa oficial (a única, então) por aqui. Não é preciso maiores comentários. mas o legado de intervenção física na cidade, é sem duvida, o Jardim Botânico.

Qual deve ser a principal prioridade de um prefeito?
A prioridade deve ser procurar recolocar o Rio no mapa dos grandes investimentos, organiza-la imediatamente, rever a política tributaria, fazer com que a cidade possa a experimentar desenvolvimento econômico, arrecadar mais e gerar empregos, e paralelamente, aumentar a contrapartida social.

Qual a importância do servidor público municipal para a administração da cidade? E quais são as suas políticas para os servidores públicos municipais?
Sem duvida, política publica para o servidor não é apenas a discussão de aumento salarial, que obviamente, tem de ser proporcionado, nem que seja de forma gradativa, mas proporcionar ao servidor treinamento, atualização, seu crescimento enquanto profissional e ser humano; continuar e aumentar a oferta de gerar unidades habitacionais para os servidores, e enfim, valoriza-lo na escolha das chefias, em detrimento da escolha política, que quase nunca premia os mais capazes.

Qual é a figura internacional que o pré-candidato mais admira? Por quê?
Entre os políticos ainda vivos, admiro Nelson Mandela, que soube conciliar democracia, perdão e reconciliação na construção de uma nova África do Sul pós-apartheid, admiro muito o ex-presidente tcheco Vaclav Havel que liderou a revolução de veludo na Tchecoslovaquia. sou a favor das mudanças ou revoluções que sejam acompanhadas de paz, ordem, democracia e justiça social, não-violentas. Eles mostraram que é possível.

Para qual lugar do Rio que você gosta de ir nas suas horas de lazer? O que você mais gosta nesse lugar?
Tenho minhas grandes preferências, que são o Jardim Botânico, o calçadão de Copa, e embora tenha ido pouco, a Floresta da Tijuca e a Quinta da Boa Vista, lugares onde sempre amei frequentar. Gosto da natureza, da calma que conseguimos ainda usufruir na cidade do Rio, que tem de valorizar mais esses espaços.
 
Por que você entrou na política?
Entrei na política ainda nos anos 80, como decorrência do meu envolvimento no movimento estudantil secundarista: ajudei a reabrir o grêmio estudantil do meu colégio, o Sao José, do qual fui vice presidente. Depois ingressei na juventude do PTB, em 1980, partido em que fiquei até divergir e fundar o PT do B, em 1989.
 
Qual deve ser a principal prioridade ambiental de um prefeito do Rio de Janeiro?
Na parte de ações, a prioridade ambiental da cidade do rio, sem dúvida, é a continuidade do trabalho de ampliação do tratamento dos esgotos, sobretudo
no complexo lacunar de Marapendi, baia de Sepetiba, e ampliar a parceria com o governo federal e estadual, hoje dificultada pelo atual prefeito, para
prosseguir o trabalho de despoluição da Baía de Guanabara e da orla da zona sul, como nas praias litorâneas.
Mas é necessário reestruturar a SMAC, dando um papel real ao conselho municipal como órgão regulador e formulador das políticas publicas ambientais, e hoje relegado a um plano secundário, como integrar novamente a pasta de urbanismo, já que são políticas integradas.
 
Qual foi o momento mais marcante do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos?
O Reveillon do milênio, de 1999 para 2000, o melhor e mais organizado até agora. foi o recomeço da virada e da retomada da ocupação hoteleira, de por o Rio na rota do turismo internacional. Mas também destaco a abertura dos Jogos Panamericanos em 2007.
 
logo-rio-cidade-aspitante-20162-thumb1 Como o Rio de Janeiro tem de se preparar para ser a cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016?
Há uma serie de ações, como estimular o crescimento da rede hoteleira, estabelecer de verdade uma política de turismo, com a implantação do turismo receptivo no RJ, tornar mais seguros os pontos turísticos; investir na racionalização dos transportes e executar a implantação dos corredores viários, e ampliar as vias expressas na cidade, sobretudo interligando os locais de competição, na forma do projeto apresentado.

Mas o Governo tem de envolver a sociedade, o empresariado, e estimular maiores investimentos privados, até porque a candidatura não é só da cidade, mas
do Estado e do páis – é fundamental que o próximo prefeito continue com uma ligação e articulação eficaz com o Governador Sergio Cabral e o Presidente Lula.

Enfim, é necessário a continuidade em investir-se na manutenção e ampliação dos equipamentos esportivos, mantendo-se na esfera publica, diferente do que fez o atual prefeito com o Engenhão e outros equipamentos, entregues aos grupos privados a preço de banana, sob pena de ser outra decepção a nova candidatura olímpica da Cidade.

 
Qual deve ser o principal parceiro da Prefeitura do Rio?

A população. Um governo só passa a ter sucesso quando a população organizada passa a participar da gestão. Seja através do orçamento participativo, na elaboração de algumas políticas publicas, através das associações comunitárias, dando-se força aos conselhos municipais, todas essas medidas ausentes na
administração atual que é imperial e nada “democrata”; esse modelo de gestão vertical esta superado e devemos retornar ao modelo participativo, o que fará com que a prefeitura ganhe em agilidade, acerto, e na confiança com a população. Afinal, logicamente, o Governo Federal e Estadual são grandes parceiros, assim como o empresariado local.

 

Para Vincius Cordeiro projeto foi executado de forma autoritária. O que aconteceu de errado na Providência e no Projeto Cimento Social?

O projeto foi executado de forma autoritária, sem levar em conta a opinião da comunidade; foi explorado politicamente pelo seu autor, Senador Marcelo Crivella, em folders, cartões preparados pelo próprio.

No meu entender, não são o tipo de intervenção que essa comunidade desejava ou precisava. Embora bem intencionada, a idéia de levar o Exército Brasileiro para dar “segurança” nas obras é altamente equivocada.

O projeto Favela Bairro foi executado em diversas comunidades sem precisar deste tipo de aparato. Só demonstra a falta de conhecimento dos mentores do projeto, e da distância entre os gabinetes e pranchetas destes com a realidade carioca.

O Projeto Favela Bairro poderia ser continuado ou aperfeiçoado; sou adepto do acróstico de Silva Jardim: “conservar melhorando”, do que sempre renegar os projetos anteriores e aparecer com soluções, que possam ser bem intencionadas, mas que podem acabar em tragédia.