Acabada eleição, começa a próxima e não podia ser diferente com essa eleição de 2018 que passou um trator por nomes antigos da política do Rio de Janeiro e do Brasil. E a próxima será em 2 anos, e alguns nomes já podemos apresentar como prováveis candidatos a prefeito do Rio de Janeiro em 2020.

Marcelo Crivella (PRB)

O bispo e prefeito licenciado, ou seria o contrário, Marcelo Crivella (PRB) certamente tentará a reeleição, isso se não for votado o fim dela como prometido por Bolsonaro. Mas Crivella enfrentará alguns empecilhos muito maiores que em 2016, terá defender um governo que tem ido de mal a pior, o fato de em 2018 não ter conseguido eleger seu próprio filho para deputado federal, seu principal assessor para estadual, e nem reeleger seu senador.

Ainda soma o fato que em 2020 ele não será o único nome conservador no jogo, depois da eleição de Wilson Witzel (PSC) e de Bolsonaro, vai ter de suar muito o terno para conseguir ir até para o 2º turno. Dependendo da pesquisa, talvez nem venha candidato.

Eduardo Paes (DEM)

Apesar de derrotado na eleição para governador, Paes conseguiu virar o jogo na cidade do Rio e ficar na frente, por pouco, mas ainda na frente. Dado o mau governo de Crivella, e a comparação ao seu, pode ser um dos candidatos com maior viabilidade eleitoral. Mas aí precisará nos próximos 2 anos fazer algo que não fez em 2017 e 2018, se desligar completamente das figuras do MDB, como Cabral, Picciani e Paulo Melo, os quais feriram sua campanha de morte.

Outro porém é se vai querer ser candidato, especialmente se voltar ao antigo emprego em uma multinacional chinesa e com alto salário, especialmente se acreditar que será uma eleição difícil. Outra pedra no seu sapato pode ser se mais delações aparecerem com seu nome.

Rodrigo Amorim (PSL)

Mesmo sem apoiar, Wilson Witzel foi eleito governador, imagine se o PSL lançar um candidato a prefeito do Rio e com apoio direto da família Bolsonaro? Especialmente se ele estiver fazendo um bom governo… sim, o candidato já vira entre os favoritos. Mas o prefeito do presidente eleito não poderá ser um dos filhos, nem o senador eleito Flávio Bolsonaro, nem o vereador Carlos Bolsonaro, já que a lei eleitoral não permite que parentes de 1º grau concorram a cargos menores (inclusive Carlos não poderá tentar a reeleição na Câmara).

E quem será esse candidato? Bem, pode ser Rodrigo Amorim, deputado estadual mais votado do PSL no Rio e, além disso, foi candidato a vice-prefeito na chapa de Flavio Bolsonaro em 2016. Outros possíveis nomes são o do empresário Paulo Marinho (PSL), suplente de Flávio e apoiador de Jair, e até Gustavo Bebbiano, presidente do PSL e braço direito do presidente eleito.

Marcelo Freixo (PSol)

A ida para o 2º turno sem dúvida capitalizar Marcelo Freixo (PSol) para tentar novamente a prefeitura do Rio e, quem sabe, desta vez com um grande apoio da esquerda? O mau resultado do PT e do PCdoB no Rio deve levar ambos partidos a acordar e tentar um nome mais viável em nossa cidade.

Mas Freixo já não tem essa força toda, foi o deputado federal mais votado da capital, com 7,41% dos votos válidos, mais de 220 mim votos, mas ele esperava um resultado muito melhor. Além disso a onda conservadora pode atrapalhar muitos suas pretensões, mas se Bolsonaro fizer um governo aquém das expectativas, poderá ter alguma chance de ir para o 2º turno.

Indio da Costa (PSD)

A eleição de 2018 não saiu como Indio da Costa (PSD) esperava e ficou em 6º lugar na capital, apenas 123 mil votos, menos que candidatos a deputado federal Freixo, Hélio Negão (PSL) e Alessandro Molon (PSB) e menso que o estadual Rodrigo Amorim. Ainda assim, é quase certo que tentará novamente a Prefeitura do Rio em 2020, a qual ele realmente almeja e se prepara há anos.

Contra ele, os outros candidatos do Centro, e o fato que entre os conservadores haverá nomes do núcleo duro dos Bolsonaro.

Pedro Fernandes (PDT)

Pedro Fernandes (PDT) surpreendeu no 1º turno, especialmente no debate da Rede Globo quando foi muito bem, que junto com Witzel foi um dos vencedores. Já no 2º turno causou espanto e no lugar de ficar neutro ou apoiar Eduardo Paes, acabou andando com o ex-juiz e até indo com eles aos debates. Ele também foi bem na votação, o 4º mais votado, com 7,21%, 219.208 votos, só atrás de Paes, Witzel e Tarcísio Motta (PSol).

O problema será conseguir a legenda, já que boa parte do PDT ficou decepcionada com a traição de Pedrinho. Mas mudar de partido não é problema para ele que é governo desde a 2ª gestão de Cesar Maia em 2004. Não seria de espantar se ele viesse pelo PSC.

Luiz Paulo Corrê da Rocha (PSDB)

Deputado desde 2003, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, tem 72 anos, e lá se vão 50 anos de vida pública com mestrado em Transportes pela COPPE-UFRJ, foi engenheiro do DER-RJ, Vice-Governador, Secretario do Estado e do Município da Capital de diversas pastas na área de infraestrutura).

A candidatura de Luiz Paulo pode ser um “holy mary” do PSDB no Rio que viu sua bancada diminuir a ALERJ para apenas 2 deputados, o próprio Luiz Paulo e Lucinha, e não conseguiu eleger nenhum deputado federal, nem mesmo Otávio Leite, presidente estadual do partido. Esse, inclusive, dizem alguns que pode vir candidato a vereador para não ficar sem mandato e tentar aumentar a bancada do partido no Pedro Ernesto.

23 COMENTÁRIOS

  1. Meu voto atualmente é contra essa onda conservadora da Extrema Direita, então enquanto existir o boçalnarismo vou votar na Esquerda. Vou de Freixo.

    • Comunista é assim mesmo. Vote em Freixo, não fará diferença, pois não será eleito, apesar dos votos que virão das facções. Que a onda conservadora cresça e que Bolsonaro tenha peso para esmagar essa ameaça à liberdade e ao desenvolvimento representada pelas ideologias de esquerda. A esquerda carrega o peso histórico dos maiores assassinos, ditadores covardes e sanguinários, como Lenin, Stalin, Pol Pot, Fidel Castro, Che Guevara, Mao, Hitler e etc …. Bolsonaro 2022 no Primeiro Turno.

  2. […] Pelo jeito a ALERJ vai ter grandes mudanças em 2019, o grupo que domina a Assembleia desde a fusão do estado da Guanabara com o do Rio de Janeiro pela 1ª vez não fará o presidente. É que, de acordo com a coluna Radar/Veja, o PSL já teria 40 dos 70 votos dos deputados estaduais para presidente da ALERJ, e seria Márcio Pacheco (PSC), mesmo partido do governador Wilson Witzel. A conta é de Rodrigo Amorim (PSL) e um dos prefeitáveis para 2020. […]

  3. O filho do boslonaro que é vereador pode se reeleger sim! Os filhos só não podem se candidatar a nenhum cargo no poder executivo. No legislativo não existe impedimento legal.

  4. Boa tarde; meu nome é Luiz Cláudio Machado Gonzaga. Sou cidadão brasileiro nascido no Rio de Janeiro filho, de uma família comum e típica do território nacional. Com permissão da palavra e na posição de cidadão carioca vejo um quadro desfavorável para o bem estar de nossa natureza. Passamos por um distúrbio de carácter e força maior que foi reparado através de ações conjuntas com a nossa união onde desmatelou oque era de praschi no que feri nosso território quê é a corrupção. Hoje foi eleito um senhor emergente que na posição de Deputado já era preocupante. Seu filho porta sobre a fragilidade do território a nomeação mais importante o senado. Sobre as verdadeiras margens de nossas encostas foi oque restou.

  5. Nenhum presta o primeiro da lista e ocrivela não presta os demais pode ter alguma chance. Crivella a chance é zero..mal prefeito nem tenta pra não passar vergonha…arrazou com a Comlurb não presta..imail.. nicomeia.rm@gmail.com..tel..21 763003

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