Sergio Cabral O estado do Rio de Janeiro é onde se concentra as maiores reservas petrolíferas do Brasil e devido a isso recebe os royalties advindos da exploração dos campos petrolíferos, afinal somos uma federação, os estados são autônomos e já é um absurdo que os impostos fique nos estados que compram o petróleo do Rio no lugar de ficar aqui mas paciência…

 

Pois, uma emenda do deputado federal pelo PMDB (partido de Sergio Cabral e Eduardo), Ibsen Pinheiro, que já foi cassado em 94 durante o escândalo dos anões do orçamento. Eleito pelo Rio Grande do Sul a proposta de Ibsen prevê que os recursos de royalties advindos do petróleo devem ser distribuído por todos os estados, e não apenas aos produtores, ou seja, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Ontem essa emenda foi aprovada pela Câmara dos Deputados com a rejeição de quase a totalidade dos deputados fluminenses e capixabas e apoio da quase totalidade do apoio dos deputados de outros estados, pouco mais de 20, especialmente de São Paulo, votaram com a bancada do RJ e ES.

 

O por que disso? É difícil um deputado votar contra algo que traria recursos para seu estado e somada a uma total falta de liderança e jogo de cintura de Sergio Cabral. Uma nota do Radar Online (Veja) de ontem diz tudo:

Pressão sobre Ibsen

 

Até o presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Cabo Frio, Alfredo Goncalves, foi à Câmara atrás de Ibsen Pinheiro para responsabilizá-lo. Segundo ele, a cidade perderá imediatamente 150 milhoes de reais e terá seu orçamento reduzido pela metade.

 

Mas Ibsen rebateu: “Não se esqueça de responsabilizar seu governador. Ele conduziu mal a negociação”.

 

O deputado refere-se às declarações desastradas de Sérgio Cabral assim que as propostas de redistribuição dos royalties surgiram. Em uma delas, disse que os parlamentares do Nordeste queriam ‘roubar’ o Rio de Janeiro.

Sem contar a ausência do governador das discussões. A esperança agora é que com as eleições Cabral deixe um pouco de ir à Paris e participe mais das conversas com os senadores e vai ser difícil, é ano de eleição e a grande maioria vai para a reeleição. Mas é claro que ainda dá…

 

Está sendo dito que o presidente Lula vetará a emenda se chegar a ele mas e se Dilma estiver indo mal nas pesquisas no Nordeste? Valeria a pena perder mais votos lá? E se o veto for derrubado? Aí cabe ao STF.

 

Se o STF julgar constitucional a emenda? Isso só deve acontecer em 2010 e o novo governador (você acha que com isso o atual merecer ser reeleito?) vai ter um pepino dos grandes na mão. E não estranhe se começar uma discussão pela independência do Rio de Janeiro…

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