Foto: Reprodução Internet


Vem sendo assim durante o ano todo, mas em outubro foi pior. A inadimplência dos consumidores do comércio cresceu 2% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio (Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro).

Isso significa que a proporção de clientes os quais não conseguiram quitar suas compras feitas através de crédito, no Rio de Janeiro, aumentou 2% em outubro de 2019, comparado ao de 2018. 

Desde o início deste ano, todos os meses apresentaram alta nesse índice. Por 0,1 ponto percentual, outubro superou julho, que, até então, tinha o pior aumento, com a inadimplência crescendo 1,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Até aqui, em 2019, de acordo com o CDL-Rio, a inadimplência no Rio acumula um crescimento de 1,2% até outubro, em relação ao mesmo período de dez meses de 2018.

A persistência da crise econômica no estado é o motivo apontado pelo CDL-Rio para o maior aumento da inadimplência, tendo o desemprego como pior consequência. 

Fonte: CDL-Rio

“Enquanto o desemprego vem recuando no país, aqui no Rio ele continua a piorar. Com isso, as pessoas têm maiores dificuldades para comprar e, também, para quitarem suas dívidas”, comenta o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves. “Não há novidade, é a situação que vai acumulando e se agravando”, acrescentou, ao ser questionado sobre se haveria algum fator extra relativo a este mês de outubro.

Consultas e quitação
Em outros índices registrados pelo CDL-Rio, as consultas (item que indica o movimento do comércio), caíram 3,6% em outubro também em relação ao mesmo mês de 2018. Nos dez primeiros meses do ano, a queda já é de 7,4%, ressaltando o menor poder de compra.

A única variação positiva foi a de compradores que conseguiram quitar suas dívidas. Ela subiu 1,5% no mês passado, comparado a outubro de 2018. Já no acumulado de 2019, as dívidas quitadas continuam em queda, de 2%, em relação aos dez primeiros meses do ano anterior.

Estado de desemprego
Números de outras pesquisas traduzem a observação do presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves em relação ao desemprego.

De acordo com a última edição da Pnad Contínua, divulgada em agosto pelo IBGE, o Rio de Janeiro apresentou a quinta pior taxa estadual de desocupação do Brasil. Eram 15,1% de desempregados, índice que só não é pior do que os de Sergipe (15,3%), Pernambuco (16%), Amapá (16,9%) e Bahia (17,3%).

Em relação a vagas de emprego, o panorama é ainda mais grave, deixando a capital carioca na lanterna. Levantamento feito pela consultoria Tendências com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostra que a cidade do Rio de Janeiro perdeu 8.072 vagas formais de emprego nos oito primeiros meses de 2019. Essa queda representa o saldo, negativo, entre os empregados que foram contratados e os que foram demitidos, entre janeiro e agosto deste ano. É quase o dobro da segunda pior marca entre as 11 capitais estaduais que tiveram queda, registrada em Fortaleza, que perdeu 4.139 vagas no mesmo período.

Para efeito de comparação, a maioria das capitais teve melhora nesses primeiros oito meses de 2019, com São Paulo liderando, tendo 58.889 admissões a mais do que demissões, segundo a Tendências. Em todo o país, o saldo positivo era de 103.294 vagas de emprego a mais.

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