Foto: Reprodução/TV Globo

Funcionários de hospitais do Rio e da Baixada Fluminense, além de familiares de vítimas, denunciam que faltam sedativos para manter os pacientes que estão intubados em unidades da rede pública de saúde do Rio de Janeiro, o que ocorre nos casos mais graves da COViD-19. Os casos mais emblemáticos estariam acontecendo no Albert Schweitzer (municipal da Capital), no Hospital do Andaraí (federal) e no Hospital da Posse (municipal de Nova Iguaçu).

São muitos os relatos, nas três unidades, de pacientes que estariam sendo intubados sem sedativos, o que, evidentemente, aumenta ainda mais a dor de quem está lutando pela vida em casos graves de Covid-19. Há denúncias de pacientes que teriam sido amarrados para não lutarem contra a inserção do tubo, além disso, parentes de vítimas alegam que os sedativos estão sendo diluídos em excesso para atender mais casos, e outros em que dizem que os médicos solicitam que a família compre, ela mesma, os medicamentos necessários para a intubação.

Segundo a TV Record, a Defensoria Pública estaria analisando os casos ocorridos no Albert Schweitzer, que fica na Zona Oeste, em Realengo. A Secretaria Municipal de Saúde nega os casos, apesar dos diversos relatos, que remontam há cerca de um mês atrás e têm se repetido bastante desde então.

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que “o empréstimo das medicações, que fazem parte do ‘kit intubação’, se faz necessário devido à situação epidemiológica da Covid-19 no Rio de Janeiro e a dificuldade em se obter tais medicações”. A pasta enfatizou, ainda, “que é prática normal, entre as unidades hospitalares, o empréstimo controlado de medicamentos”.

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