Foto: Reprodução/Google Maps

Os pacientes do Centro Oncológico de Duque de Caxias estão com o tratamento suspenso há cerca de dois meses. De acordo com informação passada pela instituição de saúde às pessoas que se tratam no local, a máquina de radioterapia se encontra quebrada e em procedimento de conserto. No entanto, ainda não há previsão do Hospital, sobre o retorno dos atendimentos.

Este é o caso de Aline Amintas, que passou a fazer tratamento no Centro Oncológico em junho/2020. Inicialmente, a paciente precisou fazer sessões de quimioterapia para realização de uma cirurgia de retirada de um nódulo na mama no Hospital Oncológico de Duque Caxias e diz ter conseguido realizar a primeira parte de seu tratamento devidamente.

Após esse procedimento, a paciente realizou a operação no dia 10/03 no Hospital da Posse. Para continuidade do tratamento, Aline retornou ao Hospital Oncológico de Duque Caxias para realizar radioterapia e chegou a iniciar a segunda parte do tratamento, tendo feito três sessões, quando foi comunicada sobre interrupção das sessões, devido à quebra da máquina.

Além da interrupção do tratamento de radioterapia, Aline também está aguardando o recebimento de medicação oral de quimioterapia, que a paciente precisa tomar pelo período de dez anos após a realização da cirurgia. A informação passada pelo hospital à paciente, é de que a medicação já foi solicitada, mas ainda não foi recebida.

“Eles me falaram que fazem o pedido da medicação e mandam para um outro lugar e tem que aguardar vir. Só que eu perguntei se era sorte, porque conheço meninas que fizeram o pedido em maio e já receberam e eu ainda não recebi. Ela me disse que ia fazer o pedido de novo e deve chegar até agosto”, diz a Aline.

Outra paciente prejudicada é Luciana Coutinho, que foi encaminhada pelo sistema Nacional de regulação (SISEG) para realização de radioterapia no Centro Oncológico de Duque de Caxias. No caso de Luciana, o tratamento nem sequer chegou a ser iniciado.

A paciente relata que precisa fazer 25 sessões e não saber mais como proceder, diante da ausência de posicionamento da unidade médica.

“No dia 02/06 passei pela consulta médica onde se determinou 25 sessões de radioterapia. Ou seja, 5 semanas de segunda a sexta de tratamento. E até o momento não iniciei nenhuma, pois a máquina está quebrada e até agora não temos uma posição do hospital de como ficará o tratamento”. explica Luciana.

A paciente também conta que dificilmente consegue fazer contato com a unidade de saúde. Os telefones não atendem e com isso, não há qualquer previsão de início do seu tratamento, que já deveria estar em fase final, pois em agosto, Luciana precisa retornar ao Oncologista, após ter feito todas as sessões de radioterapia estipuladas.

A unidade médica atende à pacientes de todo o estado do Rio por meio do sistema de regulação e foi inagurada em setembro de 2018.

Este não é o primeiro problema relatado por pacientes da unidade médica. Em novembro de 2020, funcionários do Centro Oncológico denunciaram o atraso no pagamento de seus salários desde de fevereiro do mesmo ano.

Em contato com a Secretária Municipal de Saúde de Duque de Caxias, a resposta foi a seguinte: “A Prefeitura de Duque de Caxias esclarece que o Centro Oncológico de
Duque de Caxias é conveniado e recebe recursos do Governo do Estado, que
é quem deve dar informações sobre o não funcionamento da unidade ou de
seus equipamentos”.

O Diário do Rio também fez contato com a Secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES). No entanto, o Governo do estado respondeu, por sua vez, que a unidade de saúde é de responsabilidade da administração municipal.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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