Foto: Venilton Kuchler/Arquivo AEN

A doação de sangue é um ato solidário que pode salvar até 4 vidas. Porém, os bancos de sangue precisam constantemente alertar a população de que essa simples e imprescindível ação não pode cair no esquecimento, como vem ocorrendo atualmente, em tempos de pandemia. As medidas de isolamento social estão afetando severamente as doações sanguíneas no Rio de Janeiro.

”Estamos atravessando uma situação muito crítica, pois temos estoque suficiente para apenas 12 dias, sendo que o ideal seria uma cobertura de pelo menos 20 dias, para que possamos atender aos pacientes com segurança”, explica Rodrigo Moreira, líder de captação do Banco de Sangue Serum, informando, ainda, que o tipo sanguíneo O- enfrenta uma situação pior, com apenas 6 dias de cobertura.

Segundo o líder de captação, há uma preocupação frente a esse cenário, pois, se os doadores não se mobilizarem, pode faltar sangue, colocando em risco a vida de inúmeros pacientes em tratamento.

”Estamos enfrentando um déficit em nossos estoques que ultrapassa a marca dos 50%. Isso está ocorrendo porque as pessoas estão com medo de sair de casa para doar sangue. Mas é preciso que elas saibam que estamos tomando todas as medidas de segurança e proteção. E que o sangue, em muitos casos, é a única esperança de vida, para o qual não existe nenhum substituto”, ressalta Rodrigo.

Ao mesmo tempo em que há menos doadores disponíveis, a demanda por sangue nos hospitais vem aumentando. Somente na última semana, o registro foi 39% maior em relação aos períodos anteriores.

”Isso vem ocorrendo porque alguns hospitais voltaram a atender aos procedimentos cirúrgicos eletivos e não apenas situações emergenciais”, explica Rodrigo.



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