Foto: Reprodução/Internet

Na noite desta terça-feira (01/10), pacientes que se dirigiram aos hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, e Rocha Faria, em Campo Grande, ambos na Zona Oeste do Rio de Janeiro, relataram problemas no atendimento.



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Na entrada da Emergência do Albert Schweitzer, Douglas de Lima Vieira mostrava preocupação com a situação do filho recém-nascido, Cauã Gabriel. Ele disse que o bebê chegou ao hospital às 19h de terça-feira (01/10) com febre e dor de ouvido.

”Eles passaram exame para ele, mas ninguém vem ver como a criança está. Meu filho estava chorando muito, e não veio um médico. Não é só eu. Tem mais gente que está desde essa hora aí também”, disse Douglas.

Apenas às 01h30 desta quarta-feira (02/10), a mãe do bebê, Rithiane Rodrigues, saiu com o diagnóstico.

”Horrível. Atendimento horrível. Elas no telefone. Fazendo reunião dentro da sala e, tipo assim, não atendendo a gente. Uma criança lá vomitando, e ela nem aí para a criancinha. Eles têm que atender as crianças bem. Não é assim do jeito que eles atendem”, disse a mãe de Cauã.

Prefeitura quer devolver hospitais ao Governo do Estado

Vale lembrar que, atualmente, os 2 hospitais pertencem à rede municipal de saúde, mas o prefeito Marcelo Crivella já anunciou que vai devolvê-los ao Governo do Estado.

Em 2016, as duas unidades de saúde foram municipalizadas nas gestões do ex-prefeito Eduardo Paes e do ex-governador Luiz Fernando Pezão.

O prefeito Marcelo Crivella enviou um ofício ao governador Wilson Witzel determinando um prazo de 30 dias para concluir a transição dos hospitais. A Secretaria Municipal de Saúde argumenta que o custo anual do Albert Schweitzer e do Rocha Faria é de R$ 360 milhões.

A Prefeitura diz que o estado desobedeceu cláusulas do termo de convênio e pede a rescisão por não terem sido cumpridas obrigações anteriormente previstas.

No documento, Crivella diz que Witzel não repassou os R$ 6 milhões mensais, como tinha que fazer. Em junho, o governador divulgou um aporte financeiro para o município usar no custeio dos hospitais Albert Schweitzer e Rocha Faria.

A Prefeitura afirma que o estado deve quase R$ 60 milhões ao município. O ofício, assinado por Crivella, diz ainda que a rescisão não isenta o estado do ressarcimento dos valores devidos.

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