O candidato à Prefeitura do Rio Eduardo Paes (DEM) assumiu uma série de compromissos com a população negra e em prol de uma cidade menos racista, durante um encontro no Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, na Gamboa, nesta sexta-feira. No local, ao participar de um encontro comemorativo ao Dia da Consciência Negra, Eduardo Paes leu o documento, que é constituído de várias ações voltadas para a cultura, economia, turismo e educação voltados para a população negra.



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“O documento tem uma série de aspectos. Tem aqueles voltados para a memória da nossa herança negra. Aqui, na Pequena África, é preciso criar um Centro de Referência da Memória da Ocupação Negra. Temos a questão das cotas, as políticas afirmativas na própria administração pública que é algo muito importante. E o Rio vai ter um papel muito ativo nesse antirracismo, não podemos permitir que em pleno Século XXI a gente ainda viva com tanto preconceito, com tanto racismo. E nossa atitude tem de ser proativa e afirmativa nessa questão”, assegurou Paes.

Dentre as ações do documento, também se destacam a facilitação de crédito, capacitação e estímulo para o afro empreendedorismo, valorização dos estabelecimentos e locais turísticos e o fomento de feiras de moda e estética negra. Outro ponto destacado por Eduardo Paes está o papel do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine) no assessoramento da Prefeitura em políticas de combate ao racismo.

“Esse circuito (da Cultura Negra, no Centro) é algo que temos muito orgulho de ter começado. Claro que já existia algumas coisas, mas as obras de revitalização dessa região permitiram que esse circuito se consolidasse. Agora, é óbvio que isso tinha de ter tido continuidade. Infelizmente, tudo isso foi parado. Vamos retomar esses projetos todos. O Laboratório Aberto de Arqueologia, enfim, o Circuito, a sinalização desse Circuito. Esse é um compromisso meu com essa região e, principalmente, com a história do nosso país e da nossa cidade”, disse Paes, que assegurou que também voltará a dar apoio aos estudantes e universitários negros com a concessão de Bolsas de Assistência Estudantil.

1 COMENTÁRIO

  1. Mário Zeferino Rio – Guarda Municipal do Rio de Janeiro, a escravidão negra existiu , em toda cidade do Rio de Janeiro , temos vestígios desse tempo! A necessidade de Políticas públicas para o tema pede urgência!

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