Prefeito do Rio, Eduardo Paes quebrou o silêncio após decisão da Justiça que suspendeu o passaporte da vacina na cidade do Rio. Através das redes sociais, Paes usou o termo “liberdades individuais”, contido na liminar (provisória) do desembargador PauloRangel que derrubou a exigência da apresentação do comprovante.

– Às vezes me pergunto como algumas pessoas podem aceitar que se proíba fumar no escritório, shopping, metrô.. e também aceitar que seja obrigatório o uso do cinto de segurança! Será que essas pessoas não se sentem cerceadas em suas liberdades individuais? Só para refletir….

Veja a postagem

Desembargador citou ‘Hitler’ e ‘ditadura sanitária’

Em sua decisão, o magistrado criticou a exigência do passaporte:

Se no passado existiu a marcação a fero e fogo dos escravos e gados através do ferrete ou ferro em brasas hoje é a carteira da vacinação que separa a sociedade. O tempo passa, mas as práticas abusivas, ilegais e retrógradas são as mesmas. O que muda são os personagens e o tempo”, diz o magistrado no Habeas Corpus.

“Outro que sabia bem incutir no povo o medo dos inimigos foi Hitler, que através da propaganda nazista, incutiu na população o medo dos judeus e dos ciganos. Era preciso aniquilá-los para se defender”, completa.

Secretário Municipal de Saúde critica liminar

O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, criticou nesta quinta-feira (30) a decisão liminar (provisória) do desembargador Paulo Rangel.

“É lamentável uma decisão como essa. Não tem nenhum embasamento, nenhuma questão clínica. Não leva em consideração o momento pandêmico que a gente está vivendo e a importância da vacina”, declarou Soranz.

“A gente espera que as pessoas tenham consciência e continuem se vacinando”, completou.

A Procuradoria-Geral do Município já tinha informado que iria entrar com um recurso contra a decisão. No entanto, a ordem atual é de não obrigatoriedade da apresentação do comprovante da vacina para a entrada de público em locais como academias, cinemas, teatros e estádios.

8 COMENTÁRIOS

  1. Parece que nada mais tem a ver com saúde pública e sim interesses estranhos que podem ser políticos e econômicos. Nem as fabricantes das vacinas se responsabilizam por sua eficácia e segurança e o Supremo junto com o prefeito Eduardo Paes e seu secretário afirmam a obrigatoriedade baseados em seus próprios dados… Fácil perceber…

  2. A decisão do desembargador Paulo Rangel contra a exigência dessa vacina que pulou etapas e nos obriga a ser cobaias e sem direito
    a acompanhamento dos efeitos ADVERSOS a médio e longo prazo, demonstra que ainda há bom senso no judiciário do RJ e que nem tudo está perdido.

  3. Certamente o prefeito sabe que a ciência já comprovou os malefícios do fumo e que a eficácia do cinto de segurança também já está comprovada, contrário das vacinas experimentais que não tem eficácia e segurança garantidas que já estão amplamente divulgadas no exterior como Israel por exemplo que vacinou amplamente sua população e demonstra os efeitos ADVERSOS graves. Lembrando que mesmo os fumantes não tem seu direito de ir e vir cerceado.

  4. Decisão coerente da justiça. Que comparação sem sentido do Sr. Prefeito, os malefícios do fumo a fumantes passivos e os riscos da não utilização de cinto de segurança estão comprovadas a anos. Já as vacinas que ainda estão em fase experimental não impedem a infecção e transmissão, visto os números de casos de pessoas infectadas após já terem tomado as doses.

  5. Que comparação esdruxula!! Se é para proibir vamos proibir também o monopólio político nos órgãos municipais. Vamos proibir que pessoas morram na fila do Sisreg, nos enlatados dos ônibus e trens, nos bares, nas reuniões eleitoreiros. Hipocrisia.

  6. Que comparação esdrúxula!!! Assim como não se impede que cargos eleitoreiros dominem os órgãos públicos, deixando a população sem escolha e sem atendimento, ficando a mercê da vontade dos indicados. Se é para comparar!! Vamos fundo. A diferença na comparação é que a aplicação é no corpo da pessoa e não em um boneco. Além de que existem pessoas que morreram e outras não podem tomar a vacina. Ah! Mas não é da família de quem exige. Para que a terceira dose, se a vacina é tão eficiente?

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui