Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nesta terça-feira 06/07), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve nas obras de recuperação do conjunto arquitetônico do largo do Boticário, no Cosme Velho. Ele publicou imagens da visita nas redes sociais, onde comentou sobre as expectativas com o local:

Em breve teremos ali a um Hostel Jo and Joe da Accor. Vai ser um dos lugares mais incríveis do Rio. É um lugar com muita história“, disse no post.

Paes publicou ainda uma imagem que mostra uma pintura na parede com Le Corbusier, Lucio Costa, Burle Marx e Manuel Bandeira, e citou que os jardins foram todos projetados por Burle Marx e Lucio Costa. “É o Rio voltando a dar certo“, ele disse. Poucos sabem, mas até Walt Disney chegou a visitar a antiga residência da família Bittencourt, fundadora do jornal Correio da Manhã, nos anos 1940.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

História

Tudo começou em 1831, com Joaquim Luís da Silva Souto, um boticário que tinha um estabelecimento na antiga Rua Direita (atual Primeiro de Março) e teve muito sucesso profissional. A Família Imperial estava entre seus clientes. Ganhando bem, Joaquim resolveu investir na região onde ficam as casas do Largo do Boticário.

O local passou a se chamar Largo do Boticário, em referência à profissão de Joaquim Luís da Silva Souto. A partir disso, aquela área do Cosme Velho, que hoje é próxima à subida para o Cristo Redentor, passou a se chamar Largo do Boticário, em referência à profissão de Joaquim Luís da Silva Souto”, conta o historiador Maurício Santos.

Ao longo dos anos, as casas que compõem o Largo foram palco de festas concorridas entre ricos, artistas e políticos brasileiros, pois a família Bittencourt recebia muito, e depois, com o passar dos anos, chegou a alugar alguns imóveis para outros empresários de sucesso da época.

As casas passaram por um processo de degradação no decorrer dos anos 90 e 2000, e acabaram por ser vendidas pela herdeira Sybil Bittencourt e seu vizinho Eric Chabanel à Rede Accor, numa transação pilotada pela Sergio Castro Imóveis e que consumiu quase 1 ano e meio de tratativas e negociações, tendo em vista o tombamento dos imóveis e as dívidas que à época existiam com relação aos imóveis. Um deles estava invadido por terceiros.

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