Foto: Prefeitura do Rio

Um juiz ordenou o fechamento dos locais construídos para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio por questões de segurança. As autoridades da cidade não forneceram garantias de segurança para o Parque Olímpico realizar eventos públicos, disse o juiz. Em 2016, o local sediou competições de basquete, natação e tênis e agora é usado para shows e outros eventos Os Jogos foram criticados por seus custos e suposta corrupção.

Várias investigações foram abertas sobre alegações de corrupção na construção de instalações e infraestrutura relacionadas ao evento, que foi o primeiro a ser realizado na América do Sul. Em 2017, foi estimado que o custo para construir o local ficou em cerca de US$ 15 bilhões (US$ 11 bilhões em números atuais). O Parque Olímpico no bairro oeste da Barra da Tijuca é um complexo amplo que inclui um velódromo, centros aquáticos e de tênis e várias arenas.

Hoje, o Parque Olímipico é um parque público e organiza eventos, incluindo festivais de música e torneios de esportes eletrônicos. Mas, mesmo antes da realização dos Jogos, os críticos argumentaram que os locais eram grandes e caros demais para serem mantidos a longo prazo, alertando que alguns arriscavam se tornar “elefantes brancos”, como várias das arenas construídas no Brasil para sediar a Copa do Mundo em 2014.

Segurança em primeiro lugar

O juiz Eugenio Araujo decidiu a favor de um pedido do Ministério Público do Rio pedindo a proibição de todos os principais eventos nas instalações até que as autoridades vissem certificados demonstrando sua segurança. Eventos de jogos eletrônicos, blackjack, ou festivais musicais não poderão ocorrer até que nova decisão seja tomada. O juiz disse que o local foi “progressivamente atingido pela falta de cuidados” e está “pronto para tragédias”.

O governo federal é responsável pela maioria dos locais, enquanto alguns são administrados pelas autoridades da cidade, pelo Comitê Olímpico do Brasil e por empresas privadas. A prefeitura do Rio e o governo federal disseram que apelariam contra a decisão, informou a mídia local. Os bombeiros da cidade disseram que as instalações tinham todos os documentos necessários para a realização dos eventos.

Recurso da prefeitura

Partes do parque sofreram por falta de manutenção. (FONTE: Getty).

A prefeitura do Rio não ficou quieta frente à decisão judicial. Ela entrou com recurso para tentar impedir que o Parque fosse interditado. Para sua defesa, a prefeitura alegou que as licenças para funcionamento das instalações existem e que todo o parque é seguro. Porém, não obteve sucesso. Na sexta (17), todo o complexo olímpico estava fechado.

Em nota oficial, a prefeitura do Rio de Janeiro se manifestou:

A Procuradoria Geral do Município (PGM) do Rio de Janeiro informa que vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região de manter fechadas as instalações olímpicas”.

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