A Fábrica do Moinho Fluminense foi vendida ao grupo paulista Autonomy Investimentos & Affiliates no meio deste ano de 2019. A venda foi noticiada com exclusividade pelo DIÁRIO DO RIO. Meses após o negócio fechado, os espaços não tombados do local começam a ser derrubados para que o novo empreendimento seja construído.

“O que for feito ali vai se tornar o centro da região do Porto Maravilha. Essa venda e esse princípio de uma nova construção são de suma importância para toda a Cidade do Rio de Janeiro. É, de certa forma, um novo marco”, opina Claudio Castro, diretor da Sérgio Castro Imóveis, que é a única imobiliária com uma filial na Zona Portuária, bem próxima ao Moinho Fluminense.

O imóvel, uma autentica fábrica inglesa, é tombado e teve seu alvará dado pela princesa Isabel. São 27 mil m² e fica na Rua Sacadura Cabral, Centro do Rio.

A Fábrica pertencia à Bunge Alimentos e em 2014 chegou a ter negociações com a Vinci Partners, que faria lá um dos maiores complexos de escritórios e lojas do Porto. O objetivo era ter shopping e até um hotel em um dos silos.

A Moinho Fluminense foi a primeira fábrica de moagem de trigo do Brasil. Inaugurado em 1887, o prédio faz parte da história da nossa cidade e do nosso país. Além de ser fundamental para o comércio nacional, a Fábrica tem suas memórias marcadas por importantes fatos históricos.

O imóvel, em 1893, serviu de esconderijo para Ruy Barbosa – então ministro da Fazenda. O episódio se deu por conta da ira de alguns marinheiros que aderiram à Revolta da Armada, contra o governo do presidente Floriano Peixoto.

Em 2011, a Bunge chegou a restaurar em detalhes a fachada histórica do prédio do Moinho Fluminense. Contudo, decidiu começar a negociar a área em 2013 e se mudou para Duque de Caxias em 2016.

3 COMENTÁRIOS

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui