Passagem de metrô no Rio sobe para R$ 6,50 a partir deste sábado

Acordo foi assinado entre o Governo do RJ e o Metrô Rio, nesta sexta-feira

MetrôRio - Foto: Reprodução/Internet

O carioca que anda de metrô vai pagar mais caro pela passagem a partir deste sábado (02/04), quando a tarifa sobe de R$ 5,80 para R$ 6,50, o novo valor foi definido nesta sexta-feira (01/04), em um acordo assinado entre o Governo do Rio de Janeiro e o Metrô Rio.

Inicialmente, o preço do bilhete unitário aumentaria para R$ 6,80, mas o acordo do Poder Público com concessionária, reduziu em 30% o reajuste tarifário estabelecido em contrato e homologado pela Agetransp, em fevereiro.

Segundo o estado, a diferença residual entre os valores será convertida em investimento na malha metroviária. Cerca de R$ 100 milhões serão destinados para reforçar a qualidade e a segurança da operação, como novos trilhos, subestações de energia, entre outros.

O termo aditivo compreende ainda a substituição do índice de reajuste estipulado em contrato. Assim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será adotado nas próximas revisões em vez do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

O objetivo, ainda segundo o governo, é reduzir o percentual de reajuste da tarifa nos próximos anos, uma vez que o IGP-M tem acumulado altas expressivas em razão da inflação.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Foda é não ter banheiro em todas as estações. E o pouco q tem é podre.
    Temos um governo q rouba somente pra sim.q não tá nem aí pra população.
    Salário uma bosta .
    Tudo aumentando, menos o salário.

    Poderiam pelo menos colocar mais banheiro nas estações. Povo É muito otário msm q vai aceitar essa porra calado.tinha q juntar geral q pega metrô todo dia é botar pra fu***. Fazer paralização..ninguem pegar metrô. Queria ver o q eles ia fazer.

    • Eu até entendo a sua reclamação. Mas ponha-se no lugar do Metrô: a maioria das estações foi construída numa época em que oferecer este tipo de serviço (banheiros a clientes) não estava na pauta como algo importante. E implementar um local destes em instalações subterrâneas não é uma tarefa trivial. Veja que nas estações novas (cidade nova, uruguai e as estações da L4) o banheiro é algo que já está no escopo.

      Veja que curioso: estações com banheiro são justamente as estações construídas pela concessionária! As estações feitas pelo Estado do RJ são justamente aquelas em que você passa aperto.

  2. Serviços públicos concedidos à iniciativa privada não tem como objetivo natural a prestação do bom serviço em si, ainda que consideremos a regulamentação rigorosa do Estado.
    Sob essa condição de administração privada, buscarão nesses serviços a maximização de lucros, seja, por exemplo, via aumento de receita via tarifas exorbitantes, seja via corte de custos e minimização de riscos, terceirizando mão de obra e serviços, postergando investimentos ou os deixando para que o Estado os faça, etc.
    Com isso, a tendência sempre será a má prestação dos serviços ao custo de uma tarifa exorbitante, além de não se contar com a expansão da malha metroviária.
    O pouco de investimento privado que possa haver em serviços públicos concedidos à iniciativa privada pode até decorrer de um aporte inicial e único de capital novo, mas tende a ser majoritariamente apenas de parte do lucro operacional que se obterá da exploração do serviço público.
    Algo que o Estado poderia muito bem fazer, e em maior volume de capital, sob uma Governança Pública voltada para o interesse público exclusivamente, o que ainda é um desafio de maturidade administrativa para a geração de políticos atuais, desprovida quase que totalmente da visão de Estado, seja por suas origens e cultura advindas da iniciativa privada, seja porque desconhecem ou ignoram os objetivos da boa Administração Pública, seja porque limitam-se e ambicionam ser meramente governistas e não estadistas.
    A nós cidadãos, o interesse econômico dominante já dominou corações e mentes, normalizando a condição pérfida de sermos meros clientes ou usuários diante de serviços públicos concedidos, em vez de cidadãos, pois os serviços públicos não podem ser concebidos, pela lógica de mercado, como universais, como gratuitos, como direitos. Devem sim por essa lógica serem concebidos como uma mercadoria, uma commoditie qualquer, a qual possui um dono que deseja apenas lucrar bem.
    Acostumamo-nos assim a tudo isso, e desde que tenhamos dinheiro para pagar, pouco importa se outros não o tenham.
    Perdemos todos como sociedade.
    O individualismo já venceu o bem-comum.

    O fato é que estarão inclinadis

    • João, o que você escreveu é um imenso blablabla. O metrô já foi operado pelo Estado do RJ e foi nesta época em que havia canibalização de material rodante, onde houve acidentes e incidentes (veja na wikipedia uma lista deles).

      O combinado não sai caro: a sociedade fluminense recebeu uns R$ 292MM em 1998 e deu a operação à iniciativa privada. Deixamos de pagar os salários dessas pessoas. O Estado manteve a função de investir na expansão. Em 2010 a concessionária investiu, comprou trens novos e ainda expandiu o sistema em 2 estações. Fez encontro de contas com o Estado para custear isso. Foi algo em torno de bilhão de reais.

      Uma vez que se contrata algo, deve se cumprir este algo. É uma coisa básica. Ainda que um dia este contrato fique oneroso. Existem formas do Estado diminuir a tarifa sem degradar a concessionária – não faz porque não quer. Não faz porque está sempre nas cordas. Não faz porque não vê benefício eleitoral.

      Por favor, não venha com esta ladainha de individualismo. O Estado não gere NADA bem. Se duvidar, o Estado não sabe nem a lista de coisas que ele tem.

    • Considerando que iria para R$ 6,80… você está reclamando até de barriga cheia!

      Contratos são contratos – devem ser honrados sempre, não somente quando nos beneficiam.

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