A recuperação do estado do Rio de Janeiro, a longo prazo, passa pelo equilíbrio fiscal por conta da grande perda de arrecadação; pela economia, que não cresce no ritmo necessário; e pela segurança pública, que afasta empresas e impacta negativamente o comércio e a vida dos moradores”, analisou o deputado federal Paulo Ganime, nesta quinta-feira (5/8), durante o evento virtual “O Panorama político do Rio de Janeiro: Rumo a 2022“, promovido pela Impetus Public Affairs, em parceria com a Abrig (Associação Brasileiras de Relações Institucionais e Governamentais), que tem como sócio e diretor, respectivamente, Filippo Scelza.

Para a segurança pública, Ganime reforçou a necessidade da presença cada vez maior do Estado em todas as regiões, a fim de garantir o direito de ir e vir do cidadão. “Existem dados que mostram que metade da população vive em áreas comandadas pelo poder paralelo, tráfico e milícia. Essa situação é inaceitável. Além da própria questão da segurança, como o Estado vai, por exemplo, frear o avanço da Covid-19 se metade da população está completamente fora dos seus limites?, questionou.  

O deputado acredita que a solução está em parte na economia da inovação. “Falo em economia separada do equilíbrio fiscal porque o estado perdeu muitas empresas e empregos, mesmo antes da pandemia, e é difícil recuperar o que tínhamos aqui antes. O Rio tem um ambiente bastante favorável à inovação, com universidades, centros de pesquisas, incubadoras e grandes empresas. E agora com o novo Marco Legal das Startups”.

Em relação ao equilíbrio fiscal, Ganime destacou que, apesar das iniciativas positivas como o leilão da Cedae e a adesão ao regime de recuperação fiscal, o problema não será resolvido imediatamente. “A questão passa pela receita, não no aumento dos impostos, mas na revisão de impostos de alguns setores; e pela despesa, um tema difícil por impactar negativamente, mas que precisa ser enfrentado com coragem”.  

Participaram do evento o deputado Hugo Leal (PSD) e o senador Carlos Portinho (PL), além de Filippo Scelza e Carolina Venutto, da Abrig, debatendo os principais desafios que se apresentam para 2022, tanto politicamente quanto administrativamente, com um especial foco na interlocução entre Rio de Janeiro (estado e cidade) e Governo Federal.

1 COMENTÁRIO

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui