Paulo Ganime e Rodrigo Neves vencem o debate da Band

Os candidatos Paulo Ganime (Novo) e Rodrigo Neves (PDT), acabaram vencendo o debate fraco e morno que a Rede Bandeirantes realizou na noite deste domingo

Foto: Vanessa Ataliba

Os candidatos Paulo Ganime (Novo) e Rodrigo Neves (PDT), acabaram vencendo o debate fraco e morno que a Rede Bandeirantes realizou na noite deste domingo, 7/8, com os candidatos relevantes à posição de governador do Rio de Janeiro em 2022. Os outros 2 candidatos presentes, Claudio Castro (PL) e Marcelo Freixo (PSol), não conseguiram ir além do que os eleitores já esperavam deles. Castro acabou tendo um desempenho ligeiramente superior ao de seu principal oponente.

Paulo Ganime

Paulo Ganime – Foto: Grupo Bandeirantes / Bruna Prado

Ganime, o mais desconhecido dos 4, deputado federal de 1º mandato e em um partido sem nenhuma capilaridade, foi quem mais aproveitou o momento dado a ele. Não por acaso foi o mais pesquisado no Google durante o debate: ninguém sabia quem ele era, o que pelo visto vai mudar até o dia da eleição.

Ele conseguiu se posicionar bem à direita, conseguindo uma proximidade com um eleitor que pode não enxergar em Castro seu representante. Tratou bem dos temas de segurança, de ética e se mostrou como um anti-Freixo, especialmente na forma que o deputado aliado de Lula trata a polícia do Rio – durante sua carreira, não nos últimos 90 minutos.

Fez um bom bate-bola com o ex-prefeito de Niterói e, se eu fosse uma tábula rasa, e a eleição fosse amanhã, escolheria Ganime como meu governador, foi o melhor do (fraco) debate.

Daria nota 7.

Rodrigo Neves

Foto: Vanessa Ataliba/Grupo Bandeirantes

Apesar de ter governado por 2 vezes a cidade de Niterói, ex-capital de Estado e considerada ”cidade pequena” por Freixo, e feito seu sucessor, Rodrigo Neves também sofre com o problema de ser desconhecido para enorme percentual de eleitores. Ele ainda precisa mostrar que é melhor, no campo da esquerda que Marcelo Freixo, que já participou de 2 eleições para prefeito do Rio e, além disso, é presença constante nos jornais do estado do Rio.

Neves conseguiu mostrar bem suas propostas, citar o seu governo e mostrar que a esquerda e o centro, ou mesmo o anti-bolsonarismo, têm outro nome e muito mais palatável que o de Freixo. Inclusive, foi em quem mais ele bateu, já que precisa tirar votos do socialista para conseguir ir para o 2º turno. Escapou ileso ao não ter sua prisão mencionada por nenhum dos candidatos.

Rodrigo Neves foi bem nos 3 blocos, só não foi melhor nas poucas vezes em que foi criticado; nestas, saiu-se pior; não estava treinado pra apanhar. Mas, seja por sorte ou falta de tarimba alheia, escapuliu. Especialmente quando Claudio Castro comentou sobre quando Niterói se recusava a vacinar os moradores de São Gonçalo. Se crescer, nos próximos debates apanhará mais, e é capaz de perder as estribeiras.

Nota: 6.8

Cláudio Castro

Foto: Bruna Prado/Grupo Bandeirantes

Atual ocupante do cargo de governador e sem nenhuma experiência em debate, era o vice improvável de um governador impossível; cabia a Cláudio Castro aguentar a porrada, e aguentou. Não foi de forma magnífica, se houvesse debatedores mais experientes como um Anthony Garotinho, talvez fosse à lona. Como não tinha, conseguiu sair sorrindo e não sofrer uma derrota fragorosa no debate. Não foi brilhante, mas não saiu pior do que entrou: isso é um tipo de vitória.

Não teve grandes momentos, falou bem dos feitos de seu governo que são desconhecidos, e tentou se posicionar como o anti-Freixo. Mas na pergunta sobre o Ceperj, a que era esperada por qualquer um, foi mal ao dizer que não eram funcionários fantasmas, já que iam ao caixa do banco receber. Alguém experiente em debates poderia cortar a bola e dizer que era exatamente este problema: pessoas receberem dinheiro sem terem trabalhado para tanto. Se ninguém recebesse, era melhor!

Outro momento em que perdeu a chance de brilhar, foi ao criticar Marcelo Freixo por não conhecer e não investir com emendas parlamentares em benefício da Baixada Fluminense: o socialista citou Bangu, como se este bairro carioca fizesse parte da Baixada. Um Cesar Maia já faria uma piada e diria que Freixo não sabe que Bangu não é na Baixada Fluminense e sim na Zona Oeste.

Nota: 5.0

Marcelo Freixo

Foto: Vanessa Ataliba/Grupo Bandeirantes

O 2º colocado nas pesquisas, Marcelo Freixo, deveria ter aproveitado o debate para mostrar que é um novo político, e não mais o radical inflexível do PSol, não conseguiu. Ele falhou miseravelmente em tentar mostrar que a mudança de partido e uma aliança mais ampla, que inclui Cesar Maia como vice, teria mudado a forma como agiria se vencesse a eleição. Saiu como entrou: com imagem de um radical que todo especialista sabe que perde o segundo turno até para um espantalho. Precisava deixar claro que agora é ”paz e amor”. Não soube fazê-lo, e repetiu ladainhas decoradas sobre “meninos e meninas” e sobre na segurança ”contabilizar vidas salvas e não vidas perdidas”. Chavões até bacaninhas, mas repetidos demais fica meio canastrão.

Sendo o mais experiente dos 4, era esperado que o socialista soubesse ter as tiradas na hora certa: a piada que vira manchete da imprensa no dia seguinte. O seu ex-colega de partido, o vereador Tarcísio Motta, faria isso muito bem. Acabou falando para sua própria plateia de sempre, que batia palmas nas redes sociais, e bateria palma para qualquer coisa que dissesse. Pregar pra convertido não adianta.

Talvez com a experiência deste domingo, Freixo possa mudar a estratégia, sair do tom professoral e mostrar um pouco mais de bom humor, necessário em debates políticos. Ele tem que valorizar mais a aliança ampla que divulga, mas temos que ver se no fundo do coração ele não tem vergonha dela. Difícil, mas pode ser a diferença entre ir ou não para o 2º turno.

Nota: 4.8

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22 COMENTÁRIOS

  1. Essa matéria não é tendenciosa, é uma questão de bom senso
    É claro que Ganine ganhou o debate, ele era desconhecido e deixou de ser
    É claro que Freixo perdeu o debate, ele já foi candidato a prefeito do Rio 2 vezes e é deputado, esperava-se mais dele
    Castro e Neves também ganharam relativamente, na medida em que não tiveram tropeços. Particularmente o Neves que “passou batido” na questão da prisão e da péssima gestão em Niterói

  2. Torço muito para que o Rio de Janeiro aprenda com seus erros e saiba eleger alguém que represente mudança. O Candidato do NOVO pra mim é o melhor !

  3. Chega a ser cômica a análise do Diário do Rio. O maior feito do Freixo? Ser o responsável por uma das poucas CPIs que de fato colocou peixe grande, miliciano, na cadeia. Isso não é pouco, não. Ainda mais no RJ. Rodrigo Neves é um excelente quadro também. Alias, o que o Ganime foi fazer lá? Tentar ser o novo Witzel?

    • E você é totalmente ligado a esquerda. só viu os dois candidatos que representam a sua ideologia. Você também é cômico. O Freixo só vai conseguir algum cargo no executivo, se ele conseguir iludir a população do Rio de Janeiro. Ele não passa de uma radical de esquerda com uma rejeição muito grande.

  4. Esse jornal é isento de imparcialidade. Com uma inclinação nitidamente à direita, sempre irá avaliar os candidatos à esquerda como piores. Podia pelo menos fingir melhor…

  5. hahahahahaha
    Tendencioso é pouco pra vocês.
    Cada vez pior esse site, tá mais pra imprensa marrom mesmo, mas aquele marrom que cheira mal mesmo.

  6. Achei que o Claudio Castro foi infinitamente superior aos demais. No debate de ontem os outros três candidatos utilizaram em torno de 70% do seus tempos para fazerem críticas, sem apresentarem neda de novo. O povo está cansado de ouvir dos candidatos propostas que não vão cumprir. Os três afirmaram que vão transformar o Rio na melhor cidade do mundo. Só que não dizem como irão fazer ou onde conseguirão os recursos para realizarem as promessas. A Educação será de primeiro mundo, assim como a saúde e a segurança. Antigamente após os debates a mídia catalogava e depois cobrava dos candidatos como os mesmos iriam concretizar as suas promessas de campanha. Hoje em dia temos uma mídia muito despreparada, franca e burra, além de partidária.

  7. Que análise tendenciosa. Freixo é tão radical que tem como vice Cesar Maia. Quando falou de Bangu é porque estava falando da Supervia que tem os ramais Japeri e Santa Cruz que vão para baixada e zona oeste que prestam um péssimo serviço. O debate serviu para ver as estratégias que incrivelmente é todos contra Freixo. Castro foi o pior porque falou de fantasia e fugiu da realidade além de ter carisma negativo. Ganime é desconhecido e inexpressivo. Neves ao invés de se apresentar e suas propostas só atacou.

  8. Marcelo Freixo o pior pra vc … Mostra que vc realmente não tá muito isento sobre … Está levando seu lado pessoal por não gostar…
    Único que foi ruim , foi o Castro que não soube responder sobre os funcionários fantasmas e muito nervoso pra responder qualquer coisa…
    Ganime parece que foi o melhor mas não se engana, ficou atacando tudo e todos, o que não é bom também.

  9. Ok. Agora sabemos que em Ratanabá:

    – Paulo Ganime é um gênio incompreendido;
    – Rodrigo Neves com dedo no nariz e algum esforço desce bem pq come voto do Freixo;
    – Cláudio Castro é garoto. Não sabe lubridiar as pessoas sobre os seus erros, mas sorri e isso é que importa;
    – Freixo radical: praticante de montain bike, bungee jump e triatlo.

    Muito bom! Ansioso pelo próximo debate.

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