Paulo Ganime - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Sou um carioca apaixonado por essa Cidade Maravilhosa, mas também por cada canto do estado do Rio de Janeiro. Gosto de enaltecer as virtudes da nossa população e as suas belezas naturais, sem ignorar seus inúmeros problemas, que precisam de solução. E falar do Rio é falar de turismo, afinal temos muito a oferecer: praias, montanhas, cultura, gastronomia, arquitetura, fé, uma vida noturna animada e atividades para todos os gostos na capital e no interior. São destinos complementares que dão ao estado boas razões para atrair viajantes brasileiros e estrangeiros.

Dono de um patrimônio turístico riquíssimo, o estado do Rio movimenta bilhões de reais e gera milhares de empregos durante todo o ano, impactando fortemente a nossa economia. Em 2019, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou um faturamento de R$ 25,5 bilhões no estado, o segundo maior do país, só perdendo para São Paulo. O estado recebeu 1,3 milhão de visitantes estrangeiros no mesmo ano, segundo o Ministério do Turismo. Sem dúvida, temos um grande potencial e ainda temos como crescer.

Melhorar esse cenário depende da adoção de políticas públicas de qualidade, de planejamento turístico eficiente e da união de esforços entre os poderes público e privado. Na semana passada, eu consegui uma vitória para todo o Brasil. Meu projeto de lei (PL 2994/20) apresentado em parceria com a deputada Adriana Ventura (SP), que regulamenta a prática do turismo colaborativo no Brasil, foi aprovado na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Esse sistema permite ao turista viajar trocando conhecimentos ou habilidades por acomodação, ou seja, permite o pagamento parcial ou integral da estadia em estabelecimentos hoteleiros por meio da prestação de serviços no local.

A proposta beneficia tanto o viajante quanto o empresário, que ganham com redução dos custos de hospedagem e prestação de serviços. Esse projeto de lei segue a linha de propor novos modelos de negócios para diversificar as atividades, abrir o mercado a novas empresas, gerar emprego e renda para o Brasil e para o Rio de Janeiro. O PL segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Outras iniciativas já estão em curso, pois, assim como eu, existem outros apaixonados pelo Rio, que querem alçá-lo ao patamar que merece. Como o vereador Pedro Duarte, que trabalha pela aprovação do projeto Reviver Centro, com o objetivo de revitalizar de forma estruturada a região central, que ainda é o coração financeiro da cidade do Rio, mas, por conta de sucessivas crises econômicas agravadas pela pandemia do coronavírus, sofre com o esvaziamento. No âmbito estadual, a deputada Adriana Balthazar, que é vice-presidente da Comissão de Turismo da Alerj, está atuando para fomentar o turismo através da capacitação profissional de todos os players da cadeia produtiva do turismo, valorizando assim as vocações turísticas regionais e buscando oferecer ao visitante nacional ou internacional uma diversificação nos destinos. É uma forma de gerar emprego e renda e fortalecer o estado como um todo.

Precisamos também resolver outros temas que impactam diretamente o setor de turismo em nosso estado, como a segurança pública. A segurança precisa ser melhorada, visto que muitos turistas deixam de vir ao Rio devido às notícias e relatos sobre criminalidade. O Rio de Janeiro precisa sair das manchetes ruins. Não apenas isso, precisamos também investir em educação profissional para melhorarmos nosso nível de atendimento. Nossos serviços de turismo devem ser referência, devem ser estado da arte.

O Rio de Janeiro é uma das vitrines do Brasil para o Mundo. Nosso estado é porta de entrada no país ao turismo interno e externo e oferece atrações diversificadas em qualquer época do ano. Não precisamos de projetos mirabolantes. Basta respeitarmos nossas vocações naturais e unirmos esforços do setor público, da iniciativa privada e da população. Quem venham mais turistas. O Rio os espera de braços abertos!

2 COMENTÁRIOS

  1. O ensino da língua inglesa, na rede pública, começa no sexto ano, mas as pesquisas mostram que é melhor que se aprenda uma nova língua na infância. É por isso que acho que na grade curricular das escolas deveria haver o ensino de inglês desde a alfabetização.

  2. Deputado Paulo Gamine, é sempre bom ver um entusiasta do turismo escrevendo sobre o tema com conhecimento de causa. O turismo é uma indústria limpa, que emprega muita gente. Mas o brasileiro não fala inglês. Sugiro que o ensino dessa língua seja obrigatório desde a alfabetização, pois é a língua universal e, desta forma, estaríamos tendo melhores condições de acolher os turistas estrangeiros.

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