Antônio Queiroz e Paulo Messina

O vereador Paulo Messina (MDB), candidato a Prefeito do Rio em 2020, afirmou nesta quinta-feira (08/10), durante evento na Fecomércio em que foi recebido pelo presidente da entidade, Antônio Queiroz, que vai atuar contra a ação do comércio de rua irregular e vai investir na capacitação dos camelôs.

Na conversa com Antônio Queiroz, Messina ouviu atentamente as preocupações do presidente da Fecomércio em relação à situação atual dos lojistas da cidade, que além de terem que lidar com a concorrência desleal diária do comércio irregular, muitas vezes na porta de suas lojas, agora estão tendo que lidar com os impactos da pandemia nos seus negócios. O candidato concordou e disse que o comércio ambulante não é solução para o desemprego, pois “enquanto emprega um na rua está desempregando quatro dentro da loja que fecha as portas“.

Hoje existem em torno de 60 mil camelôs nas ruas da cidade, segundo avaliação da CCU (Controladoria de Controle Urbano da Prefeitura), sendo que o número máximo de licenças que a lei do Ambulante permite são 15 mil. Vamos combater o comércio irregular com inteligência. Vamos rodar os bairros nas vésperas das operações alertando a todos que o comércio irregular não será mais permitido. No dia seguinte, vamos ocupar o espaço público com a guarda municipal antes de os ambulantes montarem suas barracas, para evitar os conflitos“, afirmou Messina.

O candidato foi além e anunciou que pretende colocar pra funcionar um sistema de dados na prefeitura para que as vítimas de roubos de carga possam comunicar os números dos lotes das mercadorias que foram roubadas. “Assim quando os nossos fiscais passarem vistoriando as mercadorias dos ambulantes regularizados eles poderão checar, a partir de um QR code, se aquela mercadoria foi denunciada como sendo carga roubada“, explicou Messina.

O candidato falou ainda que pretende investir na capacitação dos ambulantes, para que eles possam retornar ao mercado formal de trabalho.

O ambulante irregular, na grande maioria das vezes, está atuando ali numa situação transitória. Ou perdeu seu emprego e está precisando se manter de alguma forma, ou perdeu o emprego e não conseguiu retornar ao mercado de trabalho formal. Tem também aquele que resolveu começar a empreender, e a única forma que encontrou foi começar a comprar mercadorias para vender na rua. Nós vamos investir na capacitação dessas pessoas para que elas possam ou retornar para o mercado de trabalho formal ou começar a empreender num negócio legal, mais lucrativo e sustentável“, afirmou Messina.

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