Protesto contra morte de ciclista no Recreio / Foto: Raphael Pazos

Aproximadamente mil ciclistas realizaram, na manhã deste sábado (16/01), em protesto pelo atropelamento e morte do ciclista Claudio Leite da Silva, de 57 anos, ocorrido no Recreio do Bandeirantes, na Zona Oeste, do Rio de Janeiro, no último dia 11/01.

Os participantes fizeram o percurso, que partiu da Praça Tim Maia,Posto 11,e seguiu até o local onde ocorreu o acidente, na altura do Posto 10, onde fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Claudio e aos demais ciclistas e pedestres que perderam a vida em acidentes de trânsito do Rio de Janeiro.

O ciclista foi atropelado por volta das 5h40 a 200 metros da sua casa, na altura do posto 10, pelo capitão do Corpo de Bombeiros, João Maurício Correia Passos, de 36 anos, que dirigia embriagado. João Maurício fugiu do local sem prestar socorro à vítima, mas foi preso em uma rua do Recreio, a cerca de dois quilômetros do local do acidente.

De acordo com relatos de testemunhas, o capitão do Corpo de Bombeiros estava bebendo muito em um bar, que fica dentro de um posto de conveniência, na Avenida Glaucio Gil, próximo onde aconteceu o acidente. Antes de atropelar o ciclista, ele bateu em uma Kombi e no meio-fio.

O atropelador, João Maurício Correia Passos, foi indiciado, no dia 11/01, pela 42ª DP (Recreio), que investiga o caso, por homicídio com dolo eventual (assumindo o risco de matar), fuga do local e embriaguez ao volante.

Taxista aposentado, Claudio Leite da Silva começou a pedalar por problemas de saúde e acabou virando atleta. Com sua bicicleta de carbono, Cláudio pedalava diariamente pela orla da cidade.  O cliclista foi sepultado no cemitério Jardim da Saudade, em Jardim Sulacap, na terça-feira (12/01). Não houve velório.

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