Pedro Duarte: 523 novas moradias – o Centro do Rio está renascendo?

Para Pedro Duarte o Centro do Rio dá sinais de que volta a pulsar, mas para o sucesso do Reviver Centro é necessária uma gestão eficaz

Imagem apenas ilustrativa de circulação de pessoas na Praça XV, no Centro do Rio - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Já se passaram 120 dias da sanção do Programa Reviver Centro. Parece que foi ontem que virou realidade o mais importante programa de revitalização da região central da nossa cidade, com incentivos à função residencial, recuperação de espaços públicos e do patrimônio cultural. Tenho acompanhado muito de perto as ações relacionadas ao programa, um dos principais trabalhos do meu gabinete este ano, e é com otimismo que observamos seus primeiros resultados.

Já são mais de 500 novas moradias, concedidas em três licenças para prédios residenciais, viabilizadas através do Reviver Centro. E mais duas licenças estão em andamento. O Centro voltou a pulsar?

O aumento de moradias significa mais gente circulando na região. Já se observa a abertura ou reabertura de estabelecimentos comerciais e de serviços, embalados pelas perspectivas animadoras. Um bom exemplo está aqui ao lado do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara do Rio. O tradicional Bar Amarelinho foi comprado pela rede Belmonte, recuperado e já está à disposição do carioca. E não é só: a prefeitura está realizando ações de revitalização de ruas e praças, e projetos maiores, como o da requalificação urbana da região do Saara, que devem começar em breve.

Mas o sucesso real do programa, no entanto, está longe de ser medido. Depende muito de uma gestão eficaz para implementação das diversas ações e distritos propostos.

O Shopping Paço do Ouvidor é o ponto de encontro no Centro do Rio. Passa no Paço

O Locação Social, que visa combater o déficit habitacional e fixar população de diferentes faixas de renda no centro; o Distrito de Baixa Emissão, que objetiva criar uma área piloto para ações de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa; ou o Distrito do Conhecimento do Centro, que tem o intuito de atrair novos negócios dos setores culturais, criativos e de inovação; já deveriam estar regulamentados por atos do Executivo, e até agora observamos pouca movimentação por parte da Prefeitura no sentido de colocá-los em prática.

Também é preciso envolver a sociedade, formar comitês gestores plurais, com representantes de moradores, empreendedores e gestores da região, e buscar transparência no detalhamento das medidas práticas que se ambiciona instituir.  Não basta ser bonito no papel, um projeto como este tem que entregar resultados de fato.

Queremos que o Reviver Centro deslanche e, por isso, iremos cobrar o poder público pela implementação completa do programa.

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

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