Pela 2ª vez, condomínio ilegal de alto padrão em Guaratiba é demolido

Construções ficavam em área de proteção ambiental da orla da Baía de Sepetiba e do Parque Estadual da Pedra Branca; em 2018, a Prefeitura do Rio realizou a primeira demolição no local

Foto: Prefeitura do Rio/Divulgação

Na manhã desta quinta-feira, (04/08), a força-tarefa de combate a crimes ambientais, composta pela Secretaria municipal de Meio Ambiente e pelo Ministério Público (MPRJ), realizou uma operação para demolir construções de alto padrão dentro de um loteamento clandestino, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste da cidade.

A Área está inserida na APA (Área de Proteção Ambiental) da Orla da Baía de Sepetiba e do Parque Estadual da Pedra Branca.

Durante a ação desta quinta, dois moradores foram conduzidos para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente por furto de energia.

Em junho de 2018, a Prefeitura do Rio já havia realizado uma grande operação para demolição de toda a infraestrutura do mesmo loteamento. Na ocasião, foram desmobilizados o portão principal e a guarita, além de ter sido retirado o quadro de luz e o meio-fio. Apesar disso, o responsável continuou com a prática ilegal de exploração imobiliária de áreas públicas e privadas, contribuindo para o histórico de desmatamento de floresta em favorecimento do crescimento imobiliário desordenado na região.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Nilton Caldeira, destacou que a Prefeitura está atenta aos casos de construções ilegais em áreas preservadas e vai continuar atuando fortemente para coibir a irregularidade.

“Temos mais um caso de um empreendimento ilegalizável: lotes com uma série de crimes ambientais dentro da Pedra Branca. Fica o alerta sobre a importância de consultar os órgãos competentes antes para saber o que ou se é permitido construir no local. No Rio, hoje, investir em áreas protegidas para fazer construções irregulares é um péssimo negócio”, disse Caldeira.

As ações da força-tarefa buscam conter o desmatamento de áreas ambientalmente protegidas e retirar dos grupos criminosos sua fonte de renda.  A mega operação desta quinta-feira também contou com o apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e da Polícia Militar Ambiental.

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1 COMENTÁRIO

  1. E as favelas? Não infringem o código ambiental também? Não levanto isso para salvar a casa dos ricos – mas para instar que se faça algo para que não tenhamos mais uma cidade dentro da favela.

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