Foto: Carlos Magno

O drama na vacinação contra a Covid-19 segue preocupando autoridades e cidadãos fluminenses. Desta vez, a falta do imunizante para a aplicação da segunda dose da Coronavac, a principal vacina utilizada no Plano Nacional de Imunização, pode atrapalhar o planejamento de pelo menos dez cidades que emitiram alerta ao Governo do Estado relatando que o medicamento pode acabar antes do tempo. A informação é do jornalista Edmílson Ávila.

Segundo o repórter, o superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Mário Sérgio Ribeiro confirmou que recebeu a comunicação de municípios relatando a dificuldade em dar prosseguimento a campanha de vacinação.

A cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por exemplo, só possui a segunda dose para esta segunda-feira (26/04), garante a matéria.

Se a pessoa tomou a primeira dose da Coronavac, ela tem que tomar, obrigatoriamente, a mesma dose da mesma vacina. Se ela tomou da AstraZeneca, obedecendo o período de intervalo, ela tem que tomar a segunda dose da mesma vacina”, disse o superintendente.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu nesta segunda-feira (26/04) que há “dificuldade” no fornecimento de vacinas para aplicação da segunda dose da Coronavac, utilizada contra a Covid.

Queiroga deu a declaração ao participar de uma sessão da comissão doSenado que discute medidas de combate à doença.

De acordo com o Instituto Butantan, que fabrica o imunizante, afirma que a aplicação da segunda dose deve ocorrer em um intervalo de 14 a 28 dias em relação a primeira.

O Ministério da Saúde afirmou que o que vale é o que está na bula da vacina mas, caso ocorram atrasos, a recomendação é que o esquema vacinal seja completado o mais rápido possível, sem ser necessária a reaplicação da primeira dose. Ainda de acordo com o ministério, não há pesquisa conclusiva em relação ao limite de intervalo tolerado.

Nota do Instituto Butantan

O Instituto Butantan informa que já entregou ao Ministério da Saúde 41,4 milhões de doses da vacina Coronavac. Somente neste mês foram enviadas 5,2 milhões de novas vacinas à pasta federal. O planejamento da campanha e a logística de distribuição das doses aos estados são de responsabilidade do Ministério. Conforme já divulgado, as novas entregas de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações serão retomadas no próximo dia 3/5.

A bula da vacina indica intervalo de 14 a 28 dias entre as doses. O esquema vacinal é responsabilidade dos gestores. Para completar a imunização é importante a aplicação da segunda dose.

Nota do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde recomenda seguir as orientações previstas nas bulas dos fabricantes de vacinas, baseadas nos estudos científicos de eficácia. O imunizante produzido pelo Instituto Butantan estabelece que seja respeitado um intervalo em volta de quatro semanas entre as doses. Já o da AstraZeneca é de 12 semanas. Conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 (pag. 34), os atrasos em relação ao intervalo máximo recomendado devem ser evitados, já que não é possível assegurar a devida proteção da pessoa até a administração da segunda dose.

Caso ocorram atrasos, a recomendação é que o esquema vacinal deve ser completado o mais rápido possível, não sendo necessário refazer a primeira aplicação. Ainda não há pesquisa conclusiva sobre o limite de intervalo tolerado.

3 COMENTÁRIOS

  1. Nova Iguaçú? Só? E as outras nove? Matéria fraca. Devia escrever só sobre música e futebol. Se é que é verdade que ele entende destes assuntos.

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