Faltam apenas poucos dias para a eleição do novo prefeito do Rio de Janeiro. Então, não custa ler as propostas que os candidatos fizeram aqui no Diário do Rio e escolher o melhor a partir daí.

Vale lembrar que, Paulo Ramos (PDT), que tanto reclama de espaço na poderosa Globo respondeu apenas uma pergunta do Diário do Rio… é, seria ele incoerente??? Sim, seria. Mas vamos esquecer disso.

Perguntamos esta semana aos candidatos quais são as propostas para o IMENSO patrimônio histórico de nossa cidade.

Vamos às respostas.

Solange Amaral (DEM)

O Rio foi capital do Império e da República e, por todos os cantos, transborda História. É fundamental que preservemos a riqueza cultural da nossa cidade, assim como assegurar a ambiência dos bairros e a preservação do patrimônio carioca. Para isso, vou manter os níveis de ocupação dos bairros já saturados e garantir a qualidade de vida, defendendo a lei das Apacs.

Também quero criar um escritório técnico de apoio aos proprietários de imóveis históricos que queiram restaurá-los e dar continuidade aos projetos de recuperação de sítios históricos da cidade. E o que é bom, tem que continuar e ser ampliado. Assim, vou levar aos bairros a experiência de proteção do patrimônio desenvolvida no Corredor Cultural do Centro.

Filipe Pereira (PSC)

A proposta é que a guarda municipal será uma presença constante na defesa do patrimônio histórico carioca. Será totalmente renovada e com novas diretrizes.

Vamos revitalizar toda área do centro da cidade, toda do o cais do porto, criar corredores culturais no Centro. Por exemplo, as igrejas belíssimas como a de São José, Catedral, Nossa Senhora do Carmo, Cruz dos Militares, Candelária, farão parte de circuito histórico, assim como o Mosteiro. Revitalizando toda esta região, vamos atrair turistas e cidadãos cariocas.

A conservação do patrimônio será rigorosa. Faremos convênios entre Governo do Estado e Governo Federal para garantir e recuperar a cidade como um todo. Através da união dos três poderes garantiremos não só o nosso patrimônio cultural, bem como todas áreas públicas.

Eduardo Serra (PCB)

A restauração, a recuperação e a manutenção do patrimônio histórico do Rio é uma ação fundamental para a preservação de nossa cultura. Já perdemos muito: grande parte do casario, das vilas operárias, de áreas inteiras da cidade com valor histórico foram demolidas e desapareceram totalmente. Muito se perdeu, também, do chamado patrimônio intangível, como as músicas de época e outras manifestações culturais.

No entanto, há muito, ainda, o que recuperar e até mesmo descobrir. Em conjunto com as áreas de obras e infra-estrutura, usando os convênios com as universidades públicas presentes no Rio e as verbas da UNESCO, vamos intensificar os programas de restauração para, mantendo a memória, os documentos, os prédios e áreas da cidade com importância histórica, dinamizar o seu uso como espaços públicos, de forma integrada com as áreas de educação e turismo, em favor da democratização do acesso de todos os cidadãos à sua história.

Vinicius Cordeiro (PTdoB)

Em primeiro lugar, é preciso aumentar a dotação orçamentária da cultura no município. De 260 milhões em 2004, passamos para menos de 70 milhões em 2007. É preciso ampliar os tombamentos, alocar pessoal, guarda municipal; cuidarmos dos acervos literários, como bibliotecas, pinturas, e obras de arte, mas também cuidarmos do patrimônio imaterial, como gravações e acervos musicais. É uma grande preocupação da minha parte, para uma cidade que pretende retomar seu papel de destaque como capital cultural.

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