Imagem meramente ilustrativa de pessoas circulando pela Praça XV, no Centro do Rio - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Uma pesquisa recente sobre Índice de Progresso Social (IPS), realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e analisada pelo InstitutoRio21, aponta que o nível de acesso à nutrição e cuidados médicos da população carioca teve uma queda no último ano. Em 2018, por exemplo, o IPS foi de 70,61%, o que pode ser considerado um percentual razoável em relação à qualidade de vida. No entanto, em 2020, a pontuação caiu para 66,12%, isto é, uma redução de 4,49%.

Figura 1 – Índice de nutrição e cuidados médicos (Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro | Elaboração: Instituto Rio21)

Vale ressaltar que o índice de nutrição e cuidados médicos é calculado a partir de 4 elementos: mortalidade na infância; baixo peso ao nascer; mortalidade materna; e internações infantis por crise respiratória aguda. No primeiro item, a taxa aumentou relativamente no último ano. O estudo mostra que o número de mortes de crianças com idade entre 0 e 5 anos, a cada mil nascidos vivos, cresceu em 0,37 entre 2018 e 2020. Enquanto em 2018 a proporção foi de 2,42 óbitos de crianças a cada mil, em 2020 esse valor foi de 2,79.

Figura 2 – Óbitos de crianças de 0 a 5 anos por 1.000 nascidos vivos por ano (Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro | Elaboração: Instituto Rio21)

De modo semelhante, o índice de bebês que nasceram com baixo peso também teve um aumento leve. Em 2018, a proporção de nascidos vivos que, na primeira pesagem, tinham peso inferior a 2.500, foi de 9,17%. Já em 2020, esse número elevou-se para 9,36%, apresentando um crescimento de 0,19 pontos percentuais.

Figura 3 – Proporção de nascidos vivos que, na primeira pesagem, tinham peso inferior a 2.500 quilogramas, por ano (Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro | Elaboração: Instituto Rio21)

Já em relação à mortalidade materna, o quesito cresceu significativamente nos últimos 5 anos. Em 2016, a taxa de óbitos de mulheres ocorridos até 42 dias após o término da gestação, atribuídos a causas ligadas à gravidez, parto e puerpério, em relação ao total de nascidos vivos, foi de 52,61. Em 2018, esse número aumentou para 60,97, apresentando uma distância de 8,37 pontos em relação a 2016. Já em 2020, a taxa manteve sua tendência crescente, atingindo o valor de 80,63.

Figura 4 – Óbitos de mulheres ocorridos até 42 dias após o término da gravidez, atribuídos a causas ligadas a gravidez, parto, e puerpério, em relação ao total de nascidos vivos, por ano (Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro | Elaboração: Instituto Rio21)

Por fim, em contrapartida aos crescimentos supracitados, o número de internações infantis por crise respiratória aguda caiu no último ano. Em 2018, a taxa de internações de crianças por infecção respiratória aguda, como pneumonias, sinusites, faringoamigdalites e resfriados comuns, foi de 10%. Em contraste, em 2020 esse valor caiu para 8,96%, uma diferença de 1,04 pontos percentuais. Entretanto, ainda é mais alto do que a pontuação de 2016, que foi de 8,48%.

Figura 5 – Taxa de internações de crianças por infecção respiratória aguda, por ano (Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro | Elaboração: Instituto Rio21)

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