Marcelo Crivella - Foto: Reprodução

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) mostra que o atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), candidato à reeleição na capital fluminense, tem o maior índice de rejeição em todo o país. Segundo a apuração, 57% dos entrevistados não votariam em hipótese alguma em Crivella, que, vale lembrar, é investigado no caso do suposto ”QG da Propina”.

A rejeição a Crivella é 14% maior do que a Ricardo Coutinho (PSB), ex-governador da Paraíba e candidato a prefeito de João Pessoa (PB), com 43%. Ele foi preso em dezembro de 2019 na Operação Calvário, acusado de participar de esquema de desvio de dinheiro público na área da saúde.

Crivella supera também José Priante (MDB), deputado federal e candidato em Belém, no Pará. Ele, também investigado por suspeitas de corrupção na saúde, tem 40% de rejeição.

Já a também deputada federal Clarissa Garotinho (Pros) parece carregar o ”peso” do seu sobrenome. Embora não haja nenhuma acusação ou investigação contra ela, especificamente falando, tem 38% de rejeição, possivelmente por ser filha do ex-governadores do RJ Rosinha e Anthony Garotinho, condenados por esquemas de corrupção e improbidade administrativa.

E quem fecha o ”top-5 da rejeição”, com 37%, é o atual prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que, assim como Crivella, também é candidato à reeleição. Ele é alvo de processo de impeachment na Câmara Municipal porto-alegrense pela utilização de R$ 3,1 milhões do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de publicidade.

Para os eleitores entrevistados pelo Ibope, ser honesto é critério fundamental. No Rio, 67% dos entrevistados dizem que este é o principal atributo para conquistarem sua confiança.

Para Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os percentuais de rejeição divulgados podem fazer os candidatos alterarem suas respectivas estratégias:

”A rejeição é um termômetro perigoso, quando maior do que a aceitação, pode indicar que, por mais que seja um bom candidato de primeiro turno, é inviável no segundo”, diz Marco Antonio.

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