Foto: Reprodução

Na manhã desta sexta-feira (23/10), a Polícia Federal (PF) do Rio cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco endereços ligados ao advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, que defendeu diferentes réus da Lava Jato no RJ.



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A PF informou que o processo está sob sigilo e, por isso, não detalhou o motivo da investigação e nem que suposto crime ele teria cometido. Segundo informações do portal de notícias G1, Nythalmar abordava possíveis clientes dizendo que teria amplo acesso ao juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do RJ e responsável pela Lava Jato no estado.

Ainda segundo o portal, o advogado prometia, em troca de altos honorários, penas mais brandas e assim fecharia delações premiadas. Marcelo Bretas não é alvo da operação e não comentou o caso.

Os agentes da PF realizaram buscas no Centro, em Ipanema, no Catete e em dois endereços em Campo Grande. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) acompanhou as equipes. Nythalmar ganhou fama por defender clientes com alto poder financeiro, mesmo sendo novo no meio jurídico e com um escritório em Campo Grande, na Zona Oeste, longe do Centro da cidade.

Entre os clientes e ex-clientes do advogado, estão Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Construções; Arthur Soares, empresário, o Rei Arthur; José Mariano Beltrame, ex-secretário de Segurança do RJ; e Júlio Lopes, ex-deputado federal.

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