Wilson Witzel, ex-governador do RJ - Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu 5 dias para Wilson Witzel (PSC), governador afastado do Rio de Janeiro, se explicar sobre supostas ameaças a uma testemunha do processo de impeachment. Elas teriam sido feitas durante uma transmissão ao vivo em uma rede social, quando Witzel atacou o atual secretário Estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

Durante a transmissão, o governador afastado chamou Chaves de “mentiroso” e afirmou que, se estivesse presente na sessão do Tribunal Misto Especial, que julga o processo de impeachment, teria dado voz de prisão a ele. A PGR entendeu que houve um tom de ameaça nesta fala. A exigência de esclarecimentos é assinada pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo.

Entenda o caso:

Chaves foi chamado pelo tribunal para testemunhar sobre a situação que encontrou ao assumir o cargo. Ele listou uma série de irregularidades na Secretaria de Saúde.

Quando questionado se, na opinião dele, Witzel sabia desses problemas, Chaves respondeu: “A tropa é um reflexo de seu comandante. Isso é algo que eu aprendi na Marinha“. Foi essa afirmação que levou ao comentário irritado de Witzel:

Eu queria dizer para o secretário de Saúde do Rio de Janeiro: o senhor é um mentiroso, doutor Chaves. Desculpa, o senhor tem 70 anos de idade e tinha que ter vergonha na sua cara de ter ido naquele tribunal mentir. E durante, agora, as alegações, nós vamos mostrar a sua mentira. O senhor é um mentiroso. O senhor mentiu perante o tribunal. Eu estava aqui assistindo, não estava lá presente. Se eu estivesse lá presente, eu pedia a sua prisão. A sua condução coercitiva para que você peça desculpas ao tribunal porque o senhor é um mentiroso“.

Witzel também comentou sobre o caso em suas redes sociais. No Twitter, ele postou a imagem de uma matéria que relata a decisão da PGR e afirmou que “apenas e tão somente exerceu seu direito sagrado de defesa diante de informações inverídicas“.

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