Uma placa metálica em referência ao artista plástico Augusto Rodrigues foi roubada. A homenagem ficava no Largo do Boticário, foi dada pela prefeitura décadas atrás. É mais uma baixa dentre os monumentos históricos cariocas, que vêm sendo destruídos e vendidos, a peso, aos ferros-velhos que pululam pela cidade.

Na semana passada, foram roubadas as letras de bronze que compunham o letreiro da antiga Confeitaria Colombo da Rua Barão de Ipanema, 56, em Copacabana, onde hoje funciona uma agência bancária. Diariamente, monumentos e patrimônio particular são furtados por viciados, moradores de rua e criminosos que os revendem a peso a algum dos diversos ferros velhos – inclusive itinerantes – que funcionam sem qualquer fiscalização na área urbana da cidade.

Augusto Rodrigues foi um educador, pintor, desenhista, gravador, ilustrador, caricaturista, fotógrafo e poeta. Nasceu em Recife, em 1913 e morreu em Resende, Rio de Janeiro, em 1993.

Iniciou sua atividade como ilustrador e caricaturista no Diário de Pernambuco. Ao lado de Guignard (1896-1962), Candido Portinari (1903-1962), e outros, ele expôs, em 1934, na Associação dos Artistas Brasileiros, no Rio de Janeiro.

Em 1942, Augusto realizou uma exposição individual, com cerca de 100 desenhos, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).

Em 1971, editou seu primeiro livro de poesia, 27 Poemas. O segundo livro, A Fé entre os Desencantos, foi publicado em 1980. Em 1989, lança Largo do Boticário – Em Preto e Branco, com 80 fotografias.

O artista morou e trabalhou no Largo do Boticário.

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