Castor de Andrade comemorando apuração das escolas de samba na época em que participava do Carnaval carioca - Foto: Folhapress

Nesta sexta-feira (05/06), a escola de samba Unidos de Bangu, que disputa a Série A do Carnaval carioca, anunciou que o tema de seu enredo para o desfile em 2021 será a vida de Castor de Andrade, um dos maiores contraventores da história do Brasil.

Nascido no Rio de Janeiro em 1926 e falecido em 1997, Castor chegou a ser considerado o 2º homem mais rico do país em meados dos anos 80, situação essa ocasionada devido a atividades ilícitas (jogo do bicho).

A relação de Castor de Andrade com o famoso bairro da Zona Oeste carioca, inclusive, não é recente. O bicheiro foi presidente de honra e grande financiador do Bangu Atlético Clube em épocas de ouro do clube, com a conquista do Campeonato Carioca em 1966 e o vice-campeonato do Brasileirão em 1985, quando perdeu o título para o Coritiba, no Maracanã.

Já em relação à folia carioca, foi patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola de samba a qual ajudou a conquistar os títulos dos carnavais de 1979, 1985, 1990, 1991 e 1996. Além disso, durante décadas colocou dinheiro na organização dos desfiles, numa época em que os demais contraventores não ousavam aparecer. Deve-se ainda a Castor a fundação da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que surgiu de uma dissidência da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro.

”Figuras como Castor de Andrade suscitam debates por serem parte do ‘folclore’ carioca, digamos assim. Apesar das questões que o cercam, no imaginário de muitas pessoas é o de que em sua época – e de outros do mesmo ‘ramo’ – que não tinha a ‘bagunça que tem hoje’. Não só da Zona Oeste ou do Rio: Castor de Andrade é um personagem de um Brasil de seu tempo. Um homem de seu tempo”, disse Vitor Almeida, historiador e dono da página @SuburbanoDaDepressao.

Em seu perfil oficial no Twitter, o pesquisador e escritor carioca Luiz Simas relembrou o dia que Castor de Andrade foi preso, segundo ele, disfarçado de si próprio.



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