Homem acusado de agressão à mulher sendo preso por policiais civis no RJ em 10 de agosto de 2021 - Foto: Reprodução/TV Globo

Em meio aos 15 anos de existência da Lei Maria da Penha, completados no último sábado (07/08), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início, nesta terça-feira (10/08), à Operação Gaia, que visa prender agressores de mulheres em todo o estado. Ao todo, os agentes cumprem 85 mandados em variados municípios fluminenses. Até o fechamento desta matéria, 51 já haviam sido detidos.

Coordenadora da ação, a delegada Sandra Ornellas diz que um dos homens presos fora condenado pela morte de sua companheira em 2012 e, desde então, era procurado pela Justiça.

”Ele era militar, teve um relacionamento extraconjugal e engravidou a moça. Ao saber da gravidez, ele marcou um encontro na estação do metrô Estácio, na região central do Rio, já levando uma faca. Ele deu várias facadas, no tórax e no pescoço, e largou a bolsa dela em um matagal em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Na declaração à polícia, ele disse que deu ”apenas duas facadas nela”, relatou ela.

”A grande importância da Lei do Feminicídio é mostrar que, embora os homens morram muito mais do que as mulheres, de formas violentas, as mulheres morrem em situações especiais – pelas mãos de pessoas íntimas, por parceiros de afeto. O feminicídio é o último ato de uma violência doméstica”, complementou a delegada.

Mutirão do TJRJ

Também paralelamente ao aniversário da Lei Maria da Penha, o Tribunal de Justiça do RJ (TJRJ) iniciou na última segunda (09/08), com término em 27/08, um mutirão para agilizar a resolução de processos voltados a esse tipo de crime. Ele está acontecendo no 6º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no Fórum Regional da Leopoldina, em Olaria, Zona Norte da capital fluminense, onde, mensalmente, costumam ser registrados cerca de 550 processos sobre o assunto.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui