Policiais entraram no prédio de Fábio Bullos, apontado como líder do esquema, na Freguesia Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Na manhã desta segunda-feira (28/09), a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas de 8 ex-servidores do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). Eles são acusados de montarem uma organização criminosa para extorquir dinheiro de empresários da Baixada Fluminense. Os funcionários públicos se passavam por policiais civis para cobrar propina de comerciantes.

Todos os alvos da operação desta segunda-feira já estão presos desde o dia 7 de agosto por formação de quadrilha, extorsão e corrupção. Entre os alvos da ação, está o servidor comissionado Fábio Mathias Bullos, ex-chefe de gabinete do então presidente da autarquia Luís Machado dos Santos e também ex-chefe de gabinete do deputado estadual Renato Costa de Oliveira, o Renato Zaca (Solidariedade). 

Além da casa de Bullos, policiais vão a endereços ligados aos fiscais: Tancredo Antunes Xavier, Tiago Lira Gonçalves, Leandro Macedo Peixoto, Marcelo Leite Ribeiro, Mário Jorge Lima de Carvalho e Jorge Oliveira Duarte Júnior. Todos eles já estavam presos. A investigação que culminou na prisão dos servidores, agora resulta em buscas e apreensões.

A investigação teve início no fim de julho, quando a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) descobriu que os funcionários públicos estavam se passando por investigadores para extorquir comerciantes na Baixada para que eles não fossem alvos de fiscalizações e de multas ou não tivessem as mercadorias confiscadas. Após a denúncia, o grupo começou a ser monitorado e no dia 7 de agosto foi preso em uma falsa operação que para extorquir dinheiro de empresários. No momento das prisões, os policiais encontraram cerca de R$ 4 mil com os funcionários.

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