Delegado Tácio Muzzi, novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Internet

Depois de assumir, na última segunda-feira (04/05), o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), o novo chefe da pasta, Rolando de Souza – escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro -, já trocou as superintendências de 5 estados no país: Alagoas, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Respectivamente, André Mendonça (ministro da Justiça), Jair Bolsonaro e Rolando de Souza na posse do novo diretor-geral da PF, nesta semana – Foto: Reprodução/Internet

No RJ, foi escolhido para comandar a pasta, a partir de agora, o delegado Tácio Muzzi, que irá substituir Carlos Henrique Oliveira.

O antigo superintendente, por sua vez, não ficará desempregado. Ele ocupará o posto de diretor-executivo da PF, 2º cargo mais relevante na hierarquia da corporação.

Embora na teoria seja uma promoção, na prática isso não se comprova, pois Carlos Henrique não estará mais na linha de frente das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Ele, agora, ficará responsável por assuntos administrativos da corporação, como imigração, estrangeiros, registro de armas, controle de produção de substâncias químicas, portos e aeroportos, entre outros.

Superintendência da Polícia Federal no RJ é motivo de racha entre Moro e Bolsonaro

No caso, a superintendência da PF no Rio de Janeiro está no centro das acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, contra Bolsonaro, argumentando que o atual presidente da República estaria tentando interferir politicamente na corporação.

Esse, assim como a vontade de Bolsonaro em mudar também o comando da direção-geral da Polícia Federal (Maurício Valeixo acabou deixando o cargo), foram os principais motivos que fizeram Moro pedir demissão da pasta.

Vale lembrar que a 1ª opção de Bolsonaro para ocupar o cargo máximo da PF no país era Alexandre Ramagem, mas sua nomeação acabou suspensa pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, devido à estreita proximidade de Ramagem com o atual presidente e seus filhos.

Bolsonaro, então, acabou escolhendo Rolando de Souza para o cargo, numa espécie de ”2ª opção”.



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