Polícia Federal faz busca e apreensão na casa de Washington Reis

Vice de Cláudio Castro, Washington Reis é alvo de uma operação da CGU e Polícia Federal que investiga diversas irregularidades em um contrato

Washington Reis e Cláudio Castro (Foto: Reprodução)

Semana difícil para o candidato a vice-governador de Cláudio Castro (PL), o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), depois de perder um recurso no STF e ser considerado inelegível e poder ser preso, ele é alvo da Operação Anáfora da Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrada na manhã desta quinta-feira (1/9º).

A investigação é sobre um possível favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela prefeitura de Caxias, com contrato e aditivos que somam R$ 563,5 milhões em dois anos. A investigação começou em janeiro deste ano e apontou que a cooperativa contratada pertenceria a uma “estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”.

A CGU encontrou diversos indícios de irregularidades na contratação da cooperativa, como cláusulas restritivas no edital e sobrepreço de R$ 53,6 milhões na planilha de custos para um ano de contrato.

Em nota, a assessoria de imprensa de Reis informou que a casa dele foi alvo de busca e apreensão e negou qualquer tipo de irregularidade. “Washington destaca que atendeu aos policiais e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. A polícia fez o seu trabalho, sem nenhum tipo de interrupção ou dificuldade e nada foi encontrado”.

Além de Reis, outros 27 mandados de busca e apreensão estão sendo realizados por 130 policiais federais e servidores da CGU no Rio, Caxias e outras 5 cidades do estado. Tendo como alvo empresários, pessoas apontadas como operadoras financeiras e líderes de um esquema criminoso.

Entre os investigados conta o infame empresário Mário Peixoto, que já tinha sido denunciado em 2020 durante a Operação Favorito. Ele seria um dos beneficiados em um esquema que, supostamente, beneficiaria o então governador Wilson Witzel e que aacabou levando a seu impeachment.

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