Parque Olímpico da Barra da Tijuca foi um dos pontos de vacinação onde ocorreu a denúncia de irregularidade - Foto: Reprodução/Internet

A polícia do Rio de Janeiro está investigando os casos de falsas vacinações em idosos no estado. Dois casos viralizaram: a vacinação sem nada dentro das seringas ou, a princípio, profissionais de saúde não aplicaram o líquido nas pessoas que foram aos locais de imunização.

No Rio, em Niterói e em Petrópolis, a aplicação da “vacina de vento”, ou seja, a falta aplicação, gerou abertura de investigações sobre suspeitas de peculato – crime cometido por funcionário público que desvia material para proveito próprio ou alheio.

Em Niterói, um idoso foi levado a um posto e a profissional de saúde, aparentemente, fingiu aplicar a dose. A família reclamou e a Secretaria de Saúde do município fez uma auditoria no local e encontrou uma seringa descartada com líquido. A pasta informou que a profissional foi identificada e afastada do serviço até o fim da investigação. O idoso que tomou a falsa vacina precisou ser imunizado em casa.

Já em Petrópolis, o caso foi um pouco diferente: foi utilizada uma seringa vazia em uma idosa. Nas imagens, é possível ver a técnica em enfermagem tentando tirar a proteção da agulha da seringa. O familiar da idosa, que está no banco de motorista e filmando a ação, diz que é melhor trocar. A técnica então se dirige à tenda montada e pega outra seringa. Ao retornar, a seringa sem dose é aplicada na idosa. A Prefeitura de Petrópolis confirmou que a seringa estava sem o líquido e afastou a técnica. E a idosa teve que voltar ao posto para se vacinar.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Petrópolis, a profissional disse que não percebeu que não havia a dose na seringa, e que não foi intencional.

Além de Niterói e Petrópolis, teve denúncia de “vacina de vento” também no Rio. A família de uma idosa registrou imagem do momento da vacinação e percebeu que a dose não foi aplicada. Após um familiar chamar atenção do profissional de saúde, a seringa foi novamente injetada e a vacina aplicada. O agente que aparece no vídeo não estava identificado.

O caso ocorreu na sexta-feira (12/02). No sábado (13/02), a família voltou ao Parque Olímpico e procurou a coordenação do posto de vacinação, que informou que apuraria o ocorrido. Até agora, a família não recebeu retorno.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou ao portal de notícias G1 que houve uma intercorrência na aplicação da dose em um paciente, mas que a situação foi imediatamente resolvida.

A secretaria recomendou que, em caso de dúvida sobre a aplicação, os familiares questionem imediatamente os profissionais de saúde. Fotos e imagens estão totalmente liberadas no momento da aplicação da vacina.

2 COMENTÁRIOS

  1. Uma pergunta importante.
    Essas unidades onde ocorreram os flagrantes são geridas por OS e profissionais são terceirizados, ou são servidores públicos mesmo????

    • Tem servidores e terceirizados..sendo que os terceirizados, o pessoal da limpeza, os guardas municipais que atuam nestes postos e drive thru NAO TEM DIREITO A VACINA!

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